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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

VINHAS DA IRA 2005: Um ótimo vinho de quem tem uva até no nome!

A vinícola alentejana Herdade da Mingorra fica a poucos quilometros da cidade de Beja, no Baixo Alentejo. A Herdade divide os 1.400 ha com a Sociedade Agrícola dos Barrinhos e Herdade dos Pelados, e além dos vinhedos, que ocupam 135 ha, a área contém oliveiras, cultura tradicional e floresta. A adega conta com cerca de 2.000 m2 e conta com a assessoria do enólogo Pedro Hipólito. O proprietário da Herdade, Henrique Uva, tem investido também em produtos gourmet. Seus vinhos, por outro lado, são conhecidos por terem ótima qualidade pelo preço. Bem, não é muito o caso deste Vinhas da Ira 2005, ofertado pelo amigo Paolão. O vinho é topo de gama e seu preço é mais salgadinho. No entanto, a qualidade justifica. O vinho é feito com Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Aragonez e Touriga Nacional, e matura 18 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho denso, opulento, de guarda por excelência. Ao nariz mostra notas de fruta em compota (amora e ameixa), chocolate, notas florais e um fundinho de baunilha. Em boca é amplo, denso e com taninos presentes, mas redondos. O final de boca é longo e austero. É um vinho distinto, complexo e próprio para ser guardado em adega por uns anos. Muito bom! Se for bebê-lo, abra com antecedência e decante para aerar. A propósito, os vinhos da Herdade da Mingorra eram importados pela Grand Cru, mas já não mais. Uma pena, pois os dois que bebi do produtor são excelentes, incluindo o Alfaraz Reserva Branco 2007 e este Vinhas da Ira 2005.
Texto interessante do contra-rótulo

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alfaraz Reserva Branco 2007: Um bom alentejano da Herdade da Mingorra

Nesse domingo à tarde, com o calorzão danado que fazia na geralmente fresca São Carlos, resolvi abrir uma garrafa de vinho branco para refrescar. A idéia foi boa, mas o vinho que escolhi era mais que apenas um vinho refrescante. Foi um Alfaraz Reserva Branco 2007, um alentejano da Herdade da Mingorra, a qual é propriedade de Henrique Uva. O vinho é um varietal, feito com a casta Antão Vaz, e passa 6 meses em tonéis de carvalho em contato com as borras. É um vinho estruturado, rico, de bom corpo e longe de ser daqueles só para bebericar. Ao contrário, pela sua força, é bom também para acompanhar comidas de mais peso. É um vinho de bela cor dourada, com aromas florais, de frutas secas, maracujá, mamão papaya e casca de laranja. Foi ganhando diferentes nuanças com o tempo. Em boca, repetia o nariz, mostrava bom corpo, leve amanteigado e tinha boa acidez, própria para acompanhar comida (Acredito que seria par perfeito para peixes de couro, mais gordurosos). A madeira aparece, mas está bem integrada e não incomoda. Gostei do danado! E se por 68 pilas já tinha um bom preço, pelas 34 pilas que paguei em uma promoção da Grand Cru Ribeirão Preto, ficou melhor ainda! Uma pena que a Grand Cru não esteja mais trabalhando com os vinhos deste produtor, pois os dois que provei são muito bons (logo postarei sobre o seu tinto top, Vinha da Ira 2005).

Nota: Esse é daqueles que meu amigo Eugênio, do Decantando a Vida, começaria a apreciar já pela cor.