Bem, para dar uma quebrada no ritmo, postarei sobre dois vinhos portugueses, mais especificamente, do alentejo, que bebi em paralelo. Os dois têm preço, por volta de 50 pilas.
O Marques de Borba 2010 é encontrado por um pouco mais de 50, mas essa garrafa paguei ótimas 39 pilas no supermercado Jaú Serve, de Jaú, a cidade de Saul... Saudades dele, que bebia e entendia de vinho. Sem frescura e sabendo do que estava falando (coisa difícil hoje em dia...rs). Voltando ao Marquês de Borba 2010, ele é feito majoritariamente com Aragonez e Trincadeira, mas tem pitadas de Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon (na safra de 2011 mudou bastante a composição). A fermentação é em inox e a maturação em meias-pipas de carvalho de segundo uso. É um vinho com aromas de frutas silvestres, florais e especiarias. Em boca é fresco, com boa acidez e taninos bem acertados. Um vinho fácil de beber e que acompanha bem comida. Por 39 pilas vale comprar algumas garrafas. Bem, João Portugal Ramos é sempre boa pedida. O seu Marquês de Borba Reserva é considerado por muitos (inclusive esse que vos escreve) um dos melhores vinhos Alentejanos.
O segundo vinho, o Carlos Reynolds Colheita 2009 tem composição parecida (Aragonez 40%, Trincadeira 40% e Alicante Bouschet 20%). Era vendido por 60 pilas na Wine, mas agora está em oferta, por 40 (e para sócios, boas 34 pilas!). A maturação é feita por 8 meses em grandes balseiros de carvalho francês (capacidade para 15 mil litros), produzidos pela tanoaria Seguin Moreau. Difere bastante do vinho anterior. Ao nariz mostra notas tostadas, frutas maduras em compota (ameixa e cereja), alcatrão e alcaçuz. Em boca mostra bom corpo, boa persistência e taninos redondos. Mas confesso que a madeira me incomodou um pouco. Só melhorou depois de bom tempo aberto. Deve agradar quem gosta de vinhos amadeirados. Eu tenho minhas restrições. Por esse motivo, fico com o Marquês de Borba, que possui mais frescor.
Issa aí!

