Mostrando postagens com marcador Quinta Nova Referência GR 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quinta Nova Referência GR 2008. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Bela noite no Bart: La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010, Sassoalloro 2007, Georges Vernay Côte-Rôtie 2006, Paisajes Cecias 2007 e outros

Essa noite foi muito boa! Além de uns vinhos normalmente presentes na confraria, pintaram umas novidades que agradaram muuito, principalmente o sulafricano a seguir, que é feito à moda de Cote-Rotie, ou seja, a Shiraz é cofermentada com uma pitada de Viognier, que agrega notas florais ao vinho. 

La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010: Vinho sulafricano levado pelo Thiagão. Ótima surpresa! Ao estilo Côte-Rotie, com Shiraz majoritária mais uma pitadinha de Viognier fermentadas juntas. Ótimo vinho, com notas de cereja preta e pimenta-do-reino, com um fundo tostado bem agradável. Boa acidez e taninos finos. Facilmente confundível com um vinho do norte do Rhone. Gostei bastante!

Domaine Georges Vernay Côte-Rôtie Blonde du Seigneur 2006: Aqui o degrau sobe em relação ao vinho anterior (ainda que o sulafricano seja muito bom). Os vinhos do Domaine Georges Vernay são realmente excelentes! Este Côte-Rôtie mostrava notas de amoras, florais e especiarias. Ótimo frescor e taninos redondos e em camadas. Final longo e especiado. Uma delícia, como todos os vinhos do produtor (que infelizmente, não são mais encontrados no Brasil). Foi levado pelo Paolão. 

Paisajes VII Cecias 2007: Já pintou aqui no blog. Garnacha na veia, de vinhedos de mais de 80 anos. Vinho fresco e mineral, com notas florais. Taninos redondos e muito frescor. Muito bom, mesmo. Não lembro quem levou.

Meandro 2011. Uma magnum que foi levada pelo Joãozinho, que a comprou nos US pensando que era o grande Meão...rs. Lembro até hoje quando me mandou a foto do Meão 2011 e depois, quando estava passando no caixa da Total Wine, o Mendrão na cesta. Aliás, duas garrafonas! Deu uma enganada legal...rs. Mas não importa. Essse Meandro estava bom, como sempre (ainda que tenha perdido para anteriores). A outra garrafa já foi abatida tempos atrás (clique aqui). E do lado do Meandro, um EPU de Almaviva 2010. Também já pintou por aqui duas vezes. Nervoso no começo, mas foi se amansando e mostrando bom frescor e fruta viva. Também não lembro quem levou. Acho que foi o JP. O EPU é um vinho que bebo sem reclamar, mas que dificilmente coloco na cesta, pelo preço. Penso que dá para achar vinhos no mesmo nível, ou até superiores, por preços mais brandos.

Sassoalloro 2007, levado pelo Paulinho. Como fomos os primeiros a chegar, fomos os primeiros também a beber e ver que o vinho deixou a desejar. É um vinho que sempre agrada, mas logo este, de uma safra boa, não mostrou força. Aromas leves, de cereja e especiarias. Em boca, meio ralo e com taninos sem muita presença. Ruim, não tava, mas precisava de mais pegada. Melhorou um pouco com o tempo, mas não emplacou. Estão vendo à direita dele uma pontinha de garrafa? Era um grande: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Gran Reserva Referência 2008! Caramba, que nome grande! E o vinho, idem! Acho que foi levado pelo Caião. Ele já pintou por aqui. Perdi a foto dele... Vinhaço!








domingo, 9 de outubro de 2016

O niver do Paul foi show: Galatrona 2007, Quinta Nova Referência GR 2008, Xisto 2011, Abadia Retuerta Selección Especial 2010, Font de La Figuera 2008, Leo D'Honor 2008 e Quinta do Crasto LBV 2011!

Na semana passada fomos ao Chez Marcel celebrar o aniversário de nosso amigo Paulinho, o Rei dos Portugueses! E no niver do Paul, o negócio pegou! Não teve um único vinho que tenha deixado arestas, que não tenha sido elogiado. Era todos de excelentes prá cima. Prá cima por que tinha uns cachorrões grandes. A começar pelo vinho levado pelo Paulinho: Galatrona 2007! Este é um monstro de Merlot. Não naquele sentido de vinho concentradão, extraído, novo mundo. É um monstro pela estrutura e intensidade. Já postei aqui duas vezes sobre o 2004. Este 2007, ainda não havia tido o (grande) prazer de beber. Para vocês terem uma idéia, tem só 98 pontinhos da Wine Spectator, onde é mencionado que ele lembra o Petrus 1989. Aliás, comparam o Galatrona também ao Le Pin. Comparações à parte, o vinho é realmente grande. Aromas finos de amoras, florais, azeitona preta, pimenta do reino e tostado. Em boca, acidez perfeita e mineralidade. Os taninos são finos e o final interminável, com notas de cacau, tosta e especiarias. Uau! Nada de superextração e exageros. Tudo equilibrado. Vinho de elegância ímpar. E longevo. Deve aguenta décadas em adega, com prazer garantido aos apreciadores pacientes. Vinhaço, aço, aço! Coloque no decanter, encha uma taça e vá apreciando a evolução. Esse não deu prá fazer isso. Mas seria o ideal. Valeu, Paul!
Nota 1: Este vinho é importado pela Cellar, que pratica um preço justo pelo que ele é vendido lá fora. Podemos encontrar no mercado muitos vinhos sulamericanos pelo mesmo preço e até mais caros. Aliás, isso está ficando bem comum. Mas para qualquer um deles, bater um Galatrona, é tarefa duríssima! 
Nota 2: As videiras de Merlot foram plantadas pela Petrolo em 1990. Na época, a uva era usada apenas para compor o vinho Torrione, que tem como base a Sangiovese. No entanto, Denis Durantou, proprietário do Chateau L'Eglise-Clinet, em Pomerol, e amigo do dono da Petrolo, Luca Sanjust, sugeriu que o solo onde as videiras estavam plantadas era perfeito para a Merlot. Deu no que deu...
Foto do vinhedo Galatrona - Extraída de www.vinous.com
E em homenagem ao Paul, que ama vinhos portugueses, eu levei o vinho top da Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo: Quinta Nova Referência Grande Reserva 2008. A Quinta, infelizmente pouco badalada no Brasil, é tradicional, possuindo mais de 250 anos de história. Eles possuem também uma bela estrutura para turismo. Dei uma olhada no site e fiquei babando. Vejam a foto da paisagem:
Eu quero visitar! Bem, mas vamos ao vinho. Eu já bebi alguns vinhos do produtor. O primeiro, foi um Reserva ofertado pelo JP, que estava ótimo. Outro, foi um Touriga Nacional muito mineral, levado pelo Caio, excelente! 
Este Referência, é a representação da excelência da vinícola. Fica ainda acima do Grande Reserva. O vinho é feito com 75% Tinta Roriz e 25% de vinhas velhas. Matura 20 meses em barricas de 300 litros de carvalho francês das florestas de Centre, Nevers e Jura. Os enólogos são Jorge Alves e Sônia Pereira. Ao nariz é muito rico, com notas de mirtilo e amoras, em meio a cacau, grafite e especiarias, como pimenta do reino e cravo. Em boca, denso, untuoso, mas ao mesmo tempo, fresco e mineral. O final era longo, especiado e com notas de cacau. Uma beleza de duriense! O lado mineral e especiado me cativaram. É um vinho para longa guarda. Este 2008 teria ainda muitos e muitos anos pela frente. Vou guardar o 2009 que tenho mais uns aninhos. Tanto um, quanto o outro, têm 18/20 pontos da Revista de Vinhos. Quem não conhece os vinhos da Quinta, experimente, pois vale a pena. Acho que são importados pela Magnum, e geralmente os via na loja virtual Boutique do Vinho
Seguindo com outro grande duriense, um Xisto 2011 levado pelo Rodrigo. É a segunda vez que eles nos brinda com esta preciosidade. O vinho é uma parceria da família portuguesa Roquette, com a francesa Cazes. Os enólogos são o francês Daniel Llose (Chateau Linch-Bages) e Manuel Lobo (Quinta do Crasto). É feito com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, adicionadas de vinhas velhas. A maturação é feita por 20 meses em barricas novas de carvalho francês. Mostra um nariz rico, com notas florais, de framboesa e amoras, em meio a especiarias e toques amadeirados na medida. Em boca, repete o nariz, é untuoso e possui taninos sedosos. A fruta é ainda bem presente e o vinho mostra-se jovem, carente de alguns anos para atingir sua melhor fase. No entanto, já é grande agora e dá enorme prazer. Uma horinha de decanter é recomendado. Quem tiver um desses, pode esquecer na adega, sem medo. Vinhão!
Vamos seguir com os vinhões, por que, como podem ver pela foto, ainda tem mais. 
O Tonzinho levou um Leo D'Honor 2008, da Casa Ermelinda de Freitas. É um 100% Castelão, feito com uvas de vinhas de mais de 60 anos de idade. Passa 18 meses em barricas novas de carvalho francês. É bem diferente de seu irmão Mimosa, da mesma vinícola. Tem mais frescor! Sua cor é mais clara e brilhante que do irmão menor. Tem aromas de amora e cassis, em meio a cravo e cedro. Em boca mostra frescor, mineralidade, taninos finos e final longo e especiado. Um Castelão distinto, com muita clareza, sem exageros e muito fresco. Gostei muito! Fui à Casa Deliza e comprei uma garrafa para beber com mais calma. 
Passemos agora para dois espanhóis. O primeiro deles, levado pelo JP, já foi apresentado aqui blog (clique aqui). Era um Abadia Retuerta Selección Especial 2010. O vinho é querido de nossa confraria, e este, em particular, foi também da WS, que lhe conferiu 92 pontos e o colocou como #50 na lista dos top 100 de 2014. É feito majoritariamente com Tempranillo, com pitadas de Cabernet Sauvignon e Syrah. Tem aromas de cereja preta, chocolate amargo e alcaçuz, em meio a notas amadeiradas. Em boca é muito sedoso e intenso, com final longo e especiado. Uma delícia de vinho, já atingindo um ponto ótimo para ser apreciado.
O Thiago levou um ótimo Font de la Figuera Priorat 2008, super segundo vinho do Clos Figueres. É obra de René Barbier e Christopher Cannan, e produzido com Grenache (majoritária), Carignan, Syrah, Cabernet Sauvignon e Mourvedre. A maturação ocorre em cascos de carvalho usados, de 300 e 500 litros. Sua cor é brilhante, rubi, e os aromas de frutas silvestres e balsâmicos, em um fundo mineral. Em boca, repete o nariz e mostra ótimo frescor e mineralidade. O final é longo e com um toque de café. Outro belo exemplar da noite! 
E para finalizar, o Paulinho ofertou um belo Porto: Quinta do Crasto LBV 2011. Vinho de ótimo produtor e safra histórica. Aromas florais, de cereja e framboesa, em meio a notas achocolatadas. Em boca, muito macio e com final longo e rico em especiarias. Uma delícia de porto, já pronto para ser apreciado, mas que deve recompensar quem tiver paciência e guardá-lo um pouco. Perfeito para sobremesas com chocolate.
Isso aí, Paul! Bela celebração! Uma grande seleção de vinhos!