Já escrevi algumas vezes aqui que sou meio chato em relação a Pinot Noir chileno. Toda vez que abro um, sempre fico com receio de encarar um Pinot Noir extraído, álcool exagerado etc. Mas já tive boas e positivas surpresas com alguns deles, como o Arboleda, Garcia-Schwaderer, Falernia etc. Conhecendo os vinhos da vinícola Ribera del Lago (Laberinto), que produz um ótimo corte Cabernet/Merlot (clique aqui) e Sauvignon Blanc (clique), eu fui com fé neste Laberinto Pinot Noir 2013. O vinho é produzido pelo enólogo Rafael Tirado, com uvas de videiras plantadas ao lado do Lago Colbun, no Vale do Maule. Fica bem pertinho de Talca, cidade de mi hermano Ariel. Aliás, quando estive lá passamos ao lado do lago em caminho aos Andes. Arrependi-me de não ter visitado a vinícola. Na próxima vez, irei lá, sem dúvida. Na ficha técnica do vinho, no site do produtor, está escrito que este Pinot Noir passa 12 meses em barricas francesas e 12 em garrafa antes de ser comercializado. Fiquei na dúvida se as barricas são usadas, se parte delas são novas, ou se apenas parte dele é maturado. O fato é que a madeira não deixa marcas. Ao nariz o vinho mostra notas de cerejas e morangos, em meio a notas minerais. Em boca é leve, refinado, com ótimo frescor e mineralidade. Nada de exageros, superextração etc. Um ótimo Pinot Noir, que evapora logo da taça e pede outra. O Luiz Cola também gostou dele.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Laberinto Sauvignon Blanc 2011: Mineral prá valer!
Tempos atrás postei aqui no blog sobre o
Laberinto Cabernet/Merlot 2007, da vinícola Ribera del Lago. A vinícola é um
projeto pessoal do conhecido enólogo Rafael Tirado, e fica ao lado do lago
articial Colbún. O Sauvignon Blanc do produtor eu havia tomado apenas umas tacinhas
em uma degustação, o suficiente apenas para saber que se tratava de um ótimo
vinho e colocá-lo lado a lado com aquele que considero o melhor Sauvignon Blanc
chileno, o Casa Marin Cipreses. Mas agora, pude apreciar uma garrafa inteira
(ou quase, pois a patroa bebeu umas tacinhas...rs) e tirar uma posição mais definitiva sobre ele. E esse Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 estava uma beleza. Seu nome vem do solo com cinzas vulcânicas onde o vinhedo é plantado. Sua cor é palha bem clarinha, levemente esverdeado, mas esconde um vinho nervoso. Ao nariz é intenso e mostra notas cítricas, de aspargo e minerais. Destaque absoluta para essas últimas. Como cita Patrício Tápia, no Descorchados 2012 (que lhe outorgou 94 pontos) o vinho parece ser feito de pedras. Em boca, repete o nariz e mostra uma acidez vibrante, que lava a língua e dá um frescor impressionante ao vinho. A mineralidade está lá, no final longo. Sente-se também a típica grama cortada, mas ela fica na sombra total do lado mineral. Um ótimo vinho, que deve ficar ainda melhor daqui a um ou dois anos. Quero experimentá-lo com ostras...rs. Ficou ótimo com queijo de cabra.
Aos meus leitores: Se ainda não beberam, não deixem de experimentar esse vinho. Eu comprei no Empório Mercantil.
Aos meus leitores: Se ainda não beberam, não deixem de experimentar esse vinho. Eu comprei no Empório Mercantil.
Comentário final: Eu adorei o vinho, mas confesso que o Casa Marin Cipreses tem um toque floral e frugal que, somados à sua mineralidade, fazem com que ele me agrade um pouquinho mais. Mas a briga é boa!
domingo, 22 de agosto de 2010
LabeRinto Cabernet-Merlot 2007 - Ribera del Lago
LabeRinto é um projeto pessoal do enólogo Rafael Tirado (ex-Veramonte e atual enólogo da Via Wines). O vinhedo fica junto ao lago artificial de Colbún, nas bases andinas de Cachapoal. Fica uma horinha de Talca, cidade onde vive mi hermano Ariel. São 3 vinhos produzidos: O Sauvignon Blanc, o Cabernet-Merlot e um Pinot Noir.
Hoje não resisti e tive que apreciar o tinto, não como sugerido por Patrício Tapia, ou seja, com Magret de Pato, mas com um pernilzinho de leitoa caipira assado lentamente. O vinho é de boutique, raçudo e delicioso, de cor vermelha ruby que lembra bons bordeaux. No entanto, é um típico chileno, sendo fácil para um bom apreciador identificar a nacionalidade, o que, para mim, é uma grande qualidade e mostra ausência de internacionalização. O vinho é fresco, com boa acidez, e o álcool é bem integrado, apesar de seus 14,5% (o que não me agrada). É um tinto com boa fruta (cassis, groselha e cereja) e notas de baunilha (sem exagero). A menta aparece sutilmente, também sem exageros. A madeira é bem integrada e não sobrepuja a fruta. É um chileno às antigas e que me agrada muito. Dê-lhe tempo na taça e decanter para que mostre suas qualidades. A meu ver ainda está novo, e deve crescer muito nos próximos anos, que arredondarão seus taninos e lhe darão ainda mais elegância. Sem dúvida é um vinho que deve figurar entre os tops chilenos em pouco tempo. Estou ansioso para provar o Sauvignon Blanc*, que foi destacado no Descorchados 2010 como um dos melhores Sauvignon chilenos. A propósito, adquiri na Casa do Porto, em São Paulo (http://www.casadoportovinhos.com.br/ ).
*Nota pós-postagem: Já provei!
Hoje não resisti e tive que apreciar o tinto, não como sugerido por Patrício Tapia, ou seja, com Magret de Pato, mas com um pernilzinho de leitoa caipira assado lentamente. O vinho é de boutique, raçudo e delicioso, de cor vermelha ruby que lembra bons bordeaux. No entanto, é um típico chileno, sendo fácil para um bom apreciador identificar a nacionalidade, o que, para mim, é uma grande qualidade e mostra ausência de internacionalização. O vinho é fresco, com boa acidez, e o álcool é bem integrado, apesar de seus 14,5% (o que não me agrada). É um tinto com boa fruta (cassis, groselha e cereja) e notas de baunilha (sem exagero). A menta aparece sutilmente, também sem exageros. A madeira é bem integrada e não sobrepuja a fruta. É um chileno às antigas e que me agrada muito. Dê-lhe tempo na taça e decanter para que mostre suas qualidades. A meu ver ainda está novo, e deve crescer muito nos próximos anos, que arredondarão seus taninos e lhe darão ainda mais elegância. Sem dúvida é um vinho que deve figurar entre os tops chilenos em pouco tempo. Estou ansioso para provar o Sauvignon Blanc*, que foi destacado no Descorchados 2010 como um dos melhores Sauvignon chilenos. A propósito, adquiri na Casa do Porto, em São Paulo (http://www.casadoportovinhos.com.br/ ).
*Nota pós-postagem: Já provei!
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