Mais uma postagem atrasada, de uma reunião de nossa confraria, ocorrida no restaurante Chez Marcel, onde apreciamos bons vinhos, dois de 2005 e dois de 2006.
O primeiro foi um que levei, o Comenge 2006. A vinícola, de Ribera del Duero, é relativamente nova, tendo sido fundada em 1999. O nome é em homenagem ao pai do proprietário, Don Miguel Comenge Gerpe. A bodega tem a filosofia de fugir a modismos e fazer poucos, mas bons vinhos. Este Comenge 2006 é feito com 100% Tempranillo e maturou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Ao nariz mostra boa fruta, com destaque para ameixa e cereja madura, em meio a especiarias, como alcaçuz e canela. Em boca é denso, com fruta doce mas equilibrada por boa acidez. Os taninos são bem redondos e o final bem gostoso. Um bom vinho.
Nosso confrade Rodrigo levou um Marques de Riscal Reserva 2006. O Riscal da safra 2005 apareceu por aqui algumas vezes e, embora tenha sido oriundo de uma bela safra, eu preferi este 2006. No entanto, ainda perde para as versões mais antigas deste vinho, que me agradavam mais. Eu estou achando os novos exemplares um pouco ralos. O vinho tinha as notas típicas de cereja, cítricas, de tabaco e cedro. Em boca, repetia o nariz, mostrava boa acidez e taninos finos. Mais uma vez senti falta de um pouco mais de peso. Mas é um bom vinho, claro.
O Caio levou o melhor vinho da noite, o Emilio Moro 2005. Já havia postado aqui no blog sobre o 2006. Mas aqui, a safra falou mais alto e o 2005 ditou a regra, sendo melhor que o subsequente. O vinho, de Ribera del Duero, é feito com Tempranillo e passa 12 meses em barricas de carvalho Americano e Francês. Era bem aromático, com notas de ameixa, cereja, baunilha e alcaçuz. Em boca mostrava boa acidez, era intenso e com taninos muito sedosos. Muito gostoso, mesmo! Compra certa e a bom preço. Sem erro.
E para finalizar, o vinho levado por nosso amigo Paolão, o Fattoria Le Terrazze Rosso Conero 2005. O vinho é feito com a uva Montepulciano, de vinhedos plantados no Monte Conero, a 1 km da costa, na região de Marche. A maturação é feita por 12-15 meses em barricas de carvalho. O vinho é concentrado, denso, com notas de fruta madura, com destaque para a amora, em meio a azeitona preta, café, alcaçuz e (muito) tabaco. O problema do vinho foi o excesso deste último. Embora eu goste da característica, em excesso ela incomoda (como qualquer excesso). Sufocou a fruta, que ficou muito discreta na forma de amora bem madura. Mas é um vinho que deve ter seus fãs.
Isso aí! Abaixo deixo fotos de alguns dos pratos elaborados pelo Bart e que fizeram companhia aos vinhos...
Isso aí! Abaixo deixo fotos de alguns dos pratos elaborados pelo Bart e que fizeram companhia aos vinhos...
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| Risoto de Camarão - Iria melhor com branco ou rosé, mas... |
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| Bisteca de porco com molho de amoras sobre puré de batata barôa... Delícia! |





