Nessa última sexta-feira passamos na Mercearia 3M para aquele tradicional fim de tarde regado a bons vinhos. Estávamos Caio, JP, Carlão e este que vos escreve. Eu queria abrir um Tosca, chianti que sempre me agrada. Mas o JP estava inclinado a abrir um português e elegemos o Esporão Quatro Castas 2011. Bem, nem preciso dizer que o vinho é feito com 4 uvas diferentes: Aragonez (com vinificação em lagares e estágio de 6 meses em carvalho americano), Alicante Bouschet (com vinificação em inox e estágio de 6 meses em carvalho francês), Petit Verdot (vinificada em inox e com estágio de 6 meses em carvalho francês) e Syrah (vinificada em cubas roto-fermentativas e estágio de 6 meses em cavalho americano). O vinho é concentrado, com aromas de frutas compotadas, baunilha e um fundinho mineral. Em boca, repete o nariz, mostra bom corpo e bom equilibrio (embora logo ao ser aberto se mostrasse um pouco "quente"). Ficou bem melhor depois de algum tempo. Assim, se for beber, decanter nele. É bem feito e redondinho, mas confesso que não é o tipo de vinho que me mais me agrada. Se fosse um pouquinho mais seco e com um pouquinho menos de extração, me alegraria mais.
O Carlão, que chegou depois, abriu um Herdade São Miguel Touriga Franca 2010. O vinho é feito pela Companhia Agrícola Alexandre Relvas (que tive o prazer de conhecer tempos atrás - clique aqui). Este 2010 é muito parecido com o 2009 que bebi tempos atrás. Ele estagia 9 meses em carvalho francês. Ao nariz mostra notas de framboeza, alcaçuz e leve tostado. Em boca, repete o nariz e é bastante sedoso, levemente glicerinado. Agrada fácil, fácil. Mas se tivesse uma pitada de alguma uva para lhe agregar uma certa rusticidade, para o meu paladar, melhoraria. Eu o preferi ao 4 Castas. Nota pós-postagem: O vinho ficou entre os 100 melhores vinhos da Revista Adega no final do ano, com elogios para sua qualidade e relação custo/benefício.
São vinhos na mesma faixa de preço (75-80 Reais), e que justificam o valor pago.
Bem, isso aí, pessoal!

