Os Confrades resolveram se reunir para comemorar os aniversários do Tom, Rodrigo e deste que vos escreve, todos ocorridos no mês de abril. O Tonzinho mandou ver nas suas carnes e a turma levou vinhos de força.
Eu levei um da região de Toro, o San Román 2006, de Maurodos. Um vinhaço! Todo mundo gostou do danado, que, apesar da potência típico dos vinhos desta região, mostrava uma elegância incrível. Notas de frutas negras, chocolate, balsâmicas e alcaçuz. Vinho de encher a boca e deixar lembranças. Muito bom mesmo!
O Caião levou outro potente, o Cheval des Andes 2007, top da Terrazas (em uma parceria com o famoso Cheval Blanc). Já apreciamos o 2006, que apesar de novo, estava muito bom. Este 2007 é feito com Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. É um vinho bem complexo, potente e de estilão francês. Notas de cassis, ameixa, tabaco e um fundinho de couro. Muito bom!
O JP levou um que ele e eu já havíamos apreciado na casa de nosso querido amigo Paulão. Era o Valduero Gran Reserva 1999. Vinho de estipe! Tanto ele quanto eu achamos que o que bebemos na casa do Paulão estava melhor... (clique aqui). Este não tinha muito aquelas notas de bala toffee tão apreciadas em bons Ribeiras. De qualquer forma, estava muito bom. Notas de cereja seca, couro, tabaco e um fundinho herbáceo (que não aparecia na primeira garrafa). Um vinho grande, complexo, e que acho tem que ser bebido devagar, de forma mais contemplativa.
O amigo Paulão levou um Tannat das Bodegas Carrau, o Amat 2005. É um vinho top da vinícola. Eu esperava mais potência e estrutura dele. Tem tostado aparente e notas de ameixa. Em boca não tem muita presença e os taninos, característicos da casta, não aparecem muito. Achei meio pálido...
O Rodrigo levou um que é grande, o Esporão Private Selection 2008. Vinho da linha superior da vinícola, que antes era o Garrafeira (aliás, preferia quando era chamado assim). Bem, vou ter que ser sincero Rodrigo: O vinho estava estragado... Bouchonée. Por isso, nem vou comentar.
O Tonzinho ofertou ao final uma garrafa que eu sempre ficava de olho quando abria sua adega. Era um Tondonia 1986. Bem, o volume já estava abaixo do gargalo. Quando abri, a rolha estava molhada e já bem baleada. Estragado, estragado, ele não estava. Mas já estava sem vida, o álcool já tinha ido. Que pena...
