Nosso confrade Paulinho disse uma coisa muito importante dias atrás: "Com todos os acontecimentos recentes, minha adega não tem mais chaves"! Perfeito! Esse negócio de ficar adorando vinhos fechados e dentro da adega, tem que acabar. E nessa última sexta-feira foi a prova disso. O Tonzinho nos chamou para uns assados na sua cozinha. Caramba! Fazia tempo que os confrades não se reuniam lá... Muito tempo. E a sugestão era levar vinho top. Dito e feito! Todos sairam de suas casas dispostos a aproveitar belas horas entre grandes amigos, apreciando os assados do Tonzinho e grandes vinhos, claro.
Eu precisava me redimir de uns vinhos que não agradaram muito a turma, e o fiz de maneira inquestionável (acho...rs). Levei um Vega Sicilia Único 1996. Falar o que deste vinho? O danado estava uma beleza, com aqueles aromas de especiarias, lembrando curry, em meio a fruta na medida. Com o tempo, foi ficando melhor, claro. Mas nem deu muito tempo, a turma mandou ver logo. O Vega sempre deixa aquele gosto de quero mais...rs. Vinhaço! Para grandes datas.
O Tonzinho, quando me viu chegando com o Vega, foi na adega e tirou um Cos d'Estournel 2007. Outra beleza! Ah, está novo? Sim, claro... Mas não estamos nem aí. Mandamos ver. E olha, foi até providencial, pois a rolha estava molhada e já saindo um pouco de vinho por cima. Acredito que poderia até ser arriscado mantê-lo mais tempo na adega. Ou seja, fizemos uma grande ação para o Tonzinho...rsrs. No começo parecia que tinhamos feito uma grande besteira, pois o vinho estava reticente em mostrar suas qualidades. Mas em pouco tempo a coisa mudou. O danado se abriu e, apesar de novo, estava com taninos muito corretos. Os aromas de fruta se misturavam a notas de funghi secchi. Outro vinhaço!
O Caião chegou com um Tondonia Reserva 2002. Esse também dispensa comentários. Os Tondonia são presença constante em nossas reuniões e não há um confrade que não os admire. Amigos de ótimo gosto! Para este Reserva 2002 foram seis anos de barrica e como sempre, tradição pura na elaboração. Seus ótimos 12,5% de álcool mostram o caminho oposto às bombas. Cor clara, belíssima, aromas de especiarias e cereja seca davam ao vinho o charme peculiar de um Tondonia. Vinho para apreciadores de gostam de coisa boa. Tondonia é Tondonia!
O nosso amigo Paulinho chegou com duas garrafas. Disse que era para compensar os que havíamos levado... Bondade dele. Um era simplesmente o Almaviva que mais chamou a atenção da crítica nos últimos anos: Almaviva 2009. A Wine Spectator lhe outorgou 96 pontinhos... E olha, podem falar o que quiser, reclamar do preço, falar que é muito caro para um vinho chileno etc, etc. Mas o vinho é grande. Uma elegância incrível! Feito com Cabernet Sauvignon, Carmenére, Cabernet Franc e Merlot. Aromas de cassis, cereja preta, caixa de charuto e alcaçuz. Em boca, de grande intensidade, mineralidade, acidez perfeita e taninos finíssimos. O final era longo e especiado. Outra beleza de vinho!
Outro que o Paulinho levou foi o Chateauneuf du Pape La Fiole du Pape 2008 (foto abaixo). O vinho vem naquelas garrafas tradicionais, tortas, bem legal. Era meio fraquinho de nariz, bem tímido. Em boca idem. Não tinha exageros de frutas, que era discreta, em meio a toques terrosos, chocolate amargo e grafite. Um bom vinho, mas bem atrás do Almaviva.
O Rodrigo levou um Don Maximiano 2009 (foto abaixo). Este vinho sempre agrada. É um que sempre está brigando com Bordeaux em degustações às cegas. Este 2009 é feito majoritariamente com Cabernet Sauvignon, temperado com pequenas quantidades de Carmenére, Cabernet Franc e Petit Verdot. Tinha notas de frutas maduras, com destaque para framboesas e amoras, em meio alcaçuz e notas da madeira tostada. A mim, pareceu mais maduro e compotado que aqueles de safras anteriores.
E para finalizar, o JP levou um Tokaji Oremus 5 Puttonyos 2003 (foto abaixo). Este já apareceu por aqui tempos atrás (clique aqui). É outro que sempre agrada. Notas de damasco em meio a gengibre, frutas secas e mel. Delicioso para acompanhar os pêssegos assados com liquor que o Tonzinho mandou ao final.
Que bela reunião, hein confrades? Uma daquelas Premium, que adiantamos do final de ano. Para celebrar a vida e grandes amizades! Que venham muitas dessas!
Eu precisava me redimir de uns vinhos que não agradaram muito a turma, e o fiz de maneira inquestionável (acho...rs). Levei um Vega Sicilia Único 1996. Falar o que deste vinho? O danado estava uma beleza, com aqueles aromas de especiarias, lembrando curry, em meio a fruta na medida. Com o tempo, foi ficando melhor, claro. Mas nem deu muito tempo, a turma mandou ver logo. O Vega sempre deixa aquele gosto de quero mais...rs. Vinhaço! Para grandes datas.
O Tonzinho, quando me viu chegando com o Vega, foi na adega e tirou um Cos d'Estournel 2007. Outra beleza! Ah, está novo? Sim, claro... Mas não estamos nem aí. Mandamos ver. E olha, foi até providencial, pois a rolha estava molhada e já saindo um pouco de vinho por cima. Acredito que poderia até ser arriscado mantê-lo mais tempo na adega. Ou seja, fizemos uma grande ação para o Tonzinho...rsrs. No começo parecia que tinhamos feito uma grande besteira, pois o vinho estava reticente em mostrar suas qualidades. Mas em pouco tempo a coisa mudou. O danado se abriu e, apesar de novo, estava com taninos muito corretos. Os aromas de fruta se misturavam a notas de funghi secchi. Outro vinhaço!
O Caião chegou com um Tondonia Reserva 2002. Esse também dispensa comentários. Os Tondonia são presença constante em nossas reuniões e não há um confrade que não os admire. Amigos de ótimo gosto! Para este Reserva 2002 foram seis anos de barrica e como sempre, tradição pura na elaboração. Seus ótimos 12,5% de álcool mostram o caminho oposto às bombas. Cor clara, belíssima, aromas de especiarias e cereja seca davam ao vinho o charme peculiar de um Tondonia. Vinho para apreciadores de gostam de coisa boa. Tondonia é Tondonia!
O nosso amigo Paulinho chegou com duas garrafas. Disse que era para compensar os que havíamos levado... Bondade dele. Um era simplesmente o Almaviva que mais chamou a atenção da crítica nos últimos anos: Almaviva 2009. A Wine Spectator lhe outorgou 96 pontinhos... E olha, podem falar o que quiser, reclamar do preço, falar que é muito caro para um vinho chileno etc, etc. Mas o vinho é grande. Uma elegância incrível! Feito com Cabernet Sauvignon, Carmenére, Cabernet Franc e Merlot. Aromas de cassis, cereja preta, caixa de charuto e alcaçuz. Em boca, de grande intensidade, mineralidade, acidez perfeita e taninos finíssimos. O final era longo e especiado. Outra beleza de vinho!
Outro que o Paulinho levou foi o Chateauneuf du Pape La Fiole du Pape 2008 (foto abaixo). O vinho vem naquelas garrafas tradicionais, tortas, bem legal. Era meio fraquinho de nariz, bem tímido. Em boca idem. Não tinha exageros de frutas, que era discreta, em meio a toques terrosos, chocolate amargo e grafite. Um bom vinho, mas bem atrás do Almaviva.
O Rodrigo levou um Don Maximiano 2009 (foto abaixo). Este vinho sempre agrada. É um que sempre está brigando com Bordeaux em degustações às cegas. Este 2009 é feito majoritariamente com Cabernet Sauvignon, temperado com pequenas quantidades de Carmenére, Cabernet Franc e Petit Verdot. Tinha notas de frutas maduras, com destaque para framboesas e amoras, em meio alcaçuz e notas da madeira tostada. A mim, pareceu mais maduro e compotado que aqueles de safras anteriores.
E para finalizar, o JP levou um Tokaji Oremus 5 Puttonyos 2003 (foto abaixo). Este já apareceu por aqui tempos atrás (clique aqui). É outro que sempre agrada. Notas de damasco em meio a gengibre, frutas secas e mel. Delicioso para acompanhar os pêssegos assados com liquor que o Tonzinho mandou ao final.
Que bela reunião, hein confrades? Uma daquelas Premium, que adiantamos do final de ano. Para celebrar a vida e grandes amizades! Que venham muitas dessas!
![]() |
| A turma reunida... E que turma! |



