Nessa última quinta-feira, fomos em caravana para uma degustação da importadora Qualimpor, em São Paulo. O evento foi realizado na Casa do Itaim, no bairro do mesmo nome, em São Paulo.
Bem, devo adiantar que estava tudo ótimo: Ambiente agradável, comida boa (caldos deliciosos...rs) e vinhos excelentes!
Eu comecei com os Cavas da gigante Freixenet. Todos bons, mas destaque para o bom custo benefício Vintage 2010, para a novidade Elyssia (rosé de Pinot Noir e Trepat interessante) e para os dois últimos, o Segura Viudas Reserva Heredad (67% Macabeo e 33% Parellada) e o Cava Reserva Real (Macabeo, Parellada e Xarel-lo). Dois ótimos Cavas. O primeiro, além da bela garrafa, tem toques cítricos e de panificação, sendo mais fresco que o Reserva Real, que traz os toques amendoados pela fermentação particular, feita com rolhas de cortiça em vez das metálicas. Ambos deliciosos, mas eu prefiro o frescor do Segura Viudas. Entretanto, acho que o Reserva Real deve escoltar uma comida maravilhosamente.
Bem, então parti para os vinhos da Quinta do Crasto, que dispensam elogios. Pude experimentar alguns de safras que não havia provado. Gostei do sempre bom Crasto Douro 2011, com fruta, especiarias e um toque vegetal legal. É compra certa. Embora bem feito, o Crasto Superior 2011 já me agradou mais. Acho um pouco doce e fruta madura demais para o meu gosto. Mas é aquele tipo de vinho para fazer sucesso em um jantar. O Crasto Reserva Vinhas Velhas 2010 segue o padrão da linha: Riqueza e elegância de sobra! Amoras e kirsch em meio a chocolate e especiarias. Esse 2010 eu já havia bebido (clique aqui). Uma delícia! Com longos anos pela frente. O Roquette e Cazes é um vinho que para mim, definitivamente, não é para ser bebido jovem. O 2010 que provei é um vinho denso, voluptuoso, mas a baunilha da madeira me incomoda. Talvez isso se ajuste com o tempo. Ainda do Crasto, provei um ótimo Porto Vintage 2008, com muita fruta e tendendo para o lado mais doce (mas sem ser enjoativo).
Da Herdade do Esporão apreciei quase todos. Para os tintos, meu destaque foi para o Esporão Reserva 2010, sólido, com boa fruta e madeira no ponto certo. Sempre confiável e de bom preço. Esperavam que eu citasse o Esporão Private "Garrafeira" Selection 2009, não? Pois é, apesar de ser um vinho rico, potente, com um potencial de envelhecimento enorme, estava como o Roquete e Cazes: Baunilha denunciando a juventude. A madeira também estava um pouco saliente e me incomodou. E olha que eu gosto muito desse vinho. Espero que daqui a alguns anos a fruta apareça mais e a madeira diminua um pouquinho. Aí, o danado ficará uma beleza! Talvez se tivesse sido decantado a impressão fosse outra. Senti o mesmo no Quinta das Murças 2009, projeto da Esporão no Douro, que também trazia a baunilha. O 2008 que provei tempos atrás estava mais austero e menos abaunilhado. Será que eu estou ficando muito chato??? Mas do Esporão, meu destaque vai para o Esporão Private Selection branco 2012. Que beleza de branco! Eu não consegui o corte, que muda nos diferentes anos. Mas é um vinho excelente! Lembrava um bom Chateauneuf du Pape branco. Notas de pêssego e pêra em meio a toques florais. Delicioso! Um dos melhores da noite.
E para finalizar, nada melhor que um vinho do Porto, e dos bons: Taylor! Que show! Como são finos os portos desse produtor. Todos de uma sedosidade impressionante. Elegância pura! Mesmo dispensando alguns, a minha cota de vinhos estava já se esgotando e tive que cometer a indelicadeza de partir direto para o Taylor's 10 Anos, que estava uma delícia! Ótima fruta e um toque de castanhas que eu adoro. Do lado dele, um belo Taylor's 20 Anos. Quem bebia o 10 Anos e partir para esse poderia ser induzido a preferir o primeiro. Já na cor, o 20 Anos era mais claro e em nariz e boca era mais comportado. Mas o final de boca era muito elegante. E era só cafungar o finalzinho de taça para sentir aqueles aromas gostosos de charuto que mostravam o quanto o vinho era rico. Excelente! Passei então para o ótimo Taylor's LBV 2008, que vale a pena conhecer. Quer gastar menos que em um Vintage e tomar um belo Porto? Compre um LBV. Mas o melhor ainda estava por vir: Os Vintages! O primeiro deles foi o Taylor's Vintage 2007. Vinho de grande safra e que tinha uma intensidade incrível. Ao nariz mostrava notas florais, de amoras e cacau. Em boca, repetia o nariz e era untuoso, denso, sem dulçor exagerado, tudo no lugar. Uma maravilha de porto. Segundo o Sr. Fernando Seixas, da Taylor, é um vinho mais pronto e que, embora deva ganhar com os anos, já pode ser apreciado agora. E como se não bastasse, tive que apreciar uma taça, em primeira mão, do Taylor's Vintage 2011. Todos sabem que várias vinícolas estão declarando Vintage para os Portos de 2011, que segunda elas, também foram estupendos. E esse 2011 estava sensacional. Mesmo sendo um bebê, mostrava uma riqueza e finesse incrível que nos leva a imaginar o quanto estará bom em 2021...rs. O duro é esperar até lá... Eu fiquei doido para sair com uma garrafa dele do evento, mas eles não estavam vendendo. Segundo o Sr. Fernando Seixas, toda a safra 2011 foi já foi comprada. Espero que a Qualimpor tenha reservado algumas, pois o vinho é incrível! Destaque total da noite! Cor escura, impenetrável, notas florais, minerais e de frutas (amoras e frutas silvestres), alcaçuz e chocolate amargo. Uau!
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| Fernando Seixas orgulhoso com o Vintage 2007 |
Grazie pelo convite, Leozinho!




