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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Portugal Road Show 2014 em Ribeirão Preto: Breves notas

Na semana passada Caião e eu fomos a querida Ribeirão Preto participar de uma degustação de vinhos portugueses. O evento era pequeno, para pouca gente (o que é bom) e tinha coisa boa. 
Dos brancos, gostei do Quinta da Romaneira branco 2012, feito com Malvasia fina e Gouveio, e que mostrou um amendoado gostoso, mineralidade e acidez correta. Os tintos da mesma vinícola dispensam maiores comentários. Mas vale mencionar o Sino da Romaneira 2009, que é muito rico e destaque em sua faixa. O Porto 10 Anos deles também é muito sedoso. O Rosé, é um dos rosés portugueses que mais gosto.
Não preciso falar de Bacalhôa, pois sempre agradam. O Quinta da Bacalhôa 2011 estava ótimo, como já comentado aqui.
Os vinhos da Aliança foram apresentados pelo simpático Mario Neves, com quem bati longo papo e que estava esse ano no Encontro Mistral com os vinhos da Quinta do Carmo. Os vinhos da Aliança tem ótima qualidade pelo preço. Meu destaque foi o rico e sedoso Dão Reserva 2011, corte 50/50 de Aragonez e Touriga Nacional (se não me engano...). Aliás, para mim, foi o destaque do evento, pela qualidade e preço que o torna imbatível em sua faixa. Mas é bom também o mais caro (mas nem tanto) Quinta dos Quatro Ventos 2010.
Gostei também do Herdade das Albernoas Reserva 2011 e Herdade Paço do Conde Reserva 2009, ambos de bom corpo e ótima estrutura. 
Outro vinho que fala grosso pelo preço, importado pela Casa Flora, é o Quinta do Valdoeiro Bairrada 2007. O vinho tem Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot e Baga no corte e é nervoso, com toques apimentados e ótima fruta. Os Quinta do Valdoeiro costumam sempre entregar boa qualidade pelo preço, e este não fugiu à regra. 
Gostei também dos vinhos da Herdade das Comportas, com destaque para o Parus 2011, elaborado majoritariamente com Alicante Bouschet e pitadas de Aragonez e Touriga Nacional. O vinho tem um nariz exótico, com notas de castanha portuguesa cozida, balsâmicas e fruta em compota. Em boca é amplo e balsâmico. Tem ainda uns anos pela frente para se ajustar, mas mostra grande potencial. Gostei. Como mostrado no cartaz, estão à procura de importador...
Bem, disse que seria breve, não? Fui...rs.

sábado, 26 de julho de 2014

Quinta da Romaneira Syrah 2010: Intenso e Maduro!

Eu gosto muito dos vinhos da Quinta da Romaneira. A Quinta é tradicional, tanto na produção de vinhos do Porto quanto de vinhos de mesa no Douro. No entanto, foi a partir de 2004, quando foi adquirida por um grupo de investidores, é que teve uma revolução na qualidade de seus vinhos. O enólogo consultor é Antonio Agrellos, da Quinta do Noval. Portanto, seus vinhos são de respeito. O Quinta da Romaneira 2007 já pintou aqui no blog (clique aqui), mas este Quinta da Romaneira Syrah 2010 foi a primeira vez que bebi. O vinho passou 14 meses em barricas novas de carvalho francês. Ao nariz mostra-se bem frutado, com notas de frutas maduras, como a ameixa e cereja preta, em meio a baunilha, alcaçuz e canela. A baunilha se destacava no começo, e só foi se abrandando depois de um bom tempo de decantação. Em boca é denso, frutado, com taninos redondos e sedosos. O final é longo e especiado. É um vinho maduro, intenso e que ganhará com tempo em adega, principalmente no que tange à diminuição da presença de baunilha. Bem, mas isso é para meu gosto. Muita gente aprecia já assim. Ele me lembrou alguns bons exemplares australianos na fruta madura, principalmente a ameixa. Também para o meu gosto, queria um pouco mais de mineralidade e um apimentadinho para dar uma pegada. Parece que no da safra de 2011 isso já aparece. Vamos ver. 
É importado pela Portuscale.