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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Na cozinha do Tom: Giramonte 2006, Quinta Vale D. Maria 2006, Calcu Futa Cabernet Sauvignon 2009, Monte dos Cabaços Reserva 2010, Sophenia Synthesis Malbec 2014, Cadus Blend of Vineyards 2012, Pelter Cabernet Shiraz 2015 e Churchill's Estates 2011!

O Tonzinho reabriu a cozinha e fez aqueles seus famosos assados para acompanhar os vinhos levados pela turma. Além disso, abriu a sessão com aquele que foi (disparado) o melhor da noite: Giramonte 2006! Este grande vinho já pintou aqui no blog duas vezes (clique aqui) e não preciso gastar muitas linhas com ele (embora seja merecedor). Depois dele, mostro os outros vinhos da noite, na ordem de minha preferência.
Giramonte 2006: Melhor da noite, com folga! Um supervinho feito com Merlot (87%) e Sangiovese. Foram 97 Pontos da Wine Spectator e nas costas a responsabilidade de ter batido Merlots grandiosos em uma degustação às cegas em São Paulo. Bem, ele é um (majoritariamente) Merlot grandioso também...rs. A dizer, apenas que continua grande e parece melhorar a cada ano. Uma maravilha!
Quinta Vale D. Maria 2006: Levado pelo Cássio, que pensava que o vinho já estava indo... Ledo engano! O vinho está em sua melhor forma! Um dos melhores Vale D.Maria que bebi! Ao nariz, frutas silvestres, especiarias (cardamomo, ervas) e notas terrosas.  Com o tempo foram surgindo notas mentoladas muito agradáveis. Em boca, acidez aportando ótimo frescor, mineralidade pungente e taninos sedosos. Final longo e especiado. Mais seco que de outras safras. Uma beleza!
Calcu Futa Cabernet Sauvignon 2009: Levado pelo Rodrigo. O nome, em língua indígena chilena, significa "magnífico". Foi elaborado pelo francês Jacques Boissenot (falecido em 2014). O enólogo foi consultor de grandes Chateau, como Latour, Lafite, Mouton e Margaux. O vinho foi, para mim, um dos melhores da noite, só atrás do Giramonte e alí pertinho do Quinta Vale D. Maria. Tem cor bonita e aromas de cassis, leve eucalipto e minerais. Em boca, ótimo frescor e taninos finos. Final longo e mineral. É um chileno diferenciado, elegante e sem aquele pimentão exagerado, comum em tantos conterrâneos seus. Às cegas, lembra Bordeaux. Apreciável agora mas aguenta tranquilamente mais alguns anos de adega. Uma grata surpresa. Agradou a todos.
Monte dos Cabaços Reserva 2010: Alentejano de primeira levado pelo Paulinho, Rei dos Portugueses! É feito com Touriga Nacional, Alicante Bouschet e os antigos tinham também pitadas de Cabernet Sauvignon e Syrah. Não sei se este 2010 também tem. A enóloga é famosa e competente Susana Esteban. Vinho de categoria, com aromas florais, de fruta madura, amadeirados e especiados. Em boca, ótimo frescor e taninos redondos. Não acusa os 8 anos de idade. Ótimo vinho!
Sophenia Synthesis Malbec 2014: Malbec típico, levado pelo Joãozinho. Aromas florais, ameixas, cerejas e especiarias. Em boca, repete o nariz e mostra aquelas notas mais doces da casta, com um final achocolatado. Para os fãs do estilo.
Cadus Blend of Vineyards 2012: Levado pelo JP. Aliás, é a segunda vez que leva este vinho (clique aqui). Portanto, não preciso comentar. No entanto, achei a outra garrafa melhor que esta, que estava muito doce para o meu gosto. Fiquei na primeira taça.
Pelter Cabernet Shiraz 2015: Vinho Israelense levado pelo Thiago. Cor clara e aromas de framboesa e cereja, em meio a alguma especiaria doce. Em boca, corpo leve, taninos discretos e final adocicado. Carece de frescor e mais estrutura.
Churchill's Estates 2011: Levado por este que vos escreve, pela segunda vez. Na outra (clique aqui), achei bom, mas extraído e um pouco enjoativo. Agora piorou. Não justifica os 93 pontos da Wine Spectator. Fim da fila para ele.

A turma reunida.



























sexta-feira, 15 de maio de 2015

Brunello di Montalcino Terralsole Riserva 2004, Churchill's Estates Douro 2011 e Tormentas Serena Pinot Noir 2013

Noite de apenas 3 confrades: Tonzinho, JP e eu. Mas os vinhos estavam muito bons. O Tonzinho surgiu com um Brunello di Montalcino Terralsole Riserva 2004. O vinho tem um rótulo prateado, meio estranho, e ninguém conhecia o produtor. Mas em se tratando de um Brunello Riserva, a gente esperou coisa boa. E veio! O produtor é Mario Bollag, filho de um advogado suiço e que tem um histórico de aventuras na vida. Quatro rótulos de seus vinhos vêm de artistas haitianos, de uma época que ele viveu 5 anos por lá. Isso inclui este Brunello di Montalcino Terralsole Riserva 2004. O vinho é maturado em carvalho Allier, e tem um perfil mais moderno. Mas nem por isso deixa de trazer a riqueza de um grande Brunello. No início mostra aromas herbáceos, de folhas secas, a frente da fruta. Mas em pouco tempo vai se soltando e os aromas de cereja emergem em meio a tabaco, funghi, chá e especiarias. Foi mudando muito depois de aberto. Em boca é intenso e bem sedoso, com taninos muito redondos.  O final é muito longo e especiado. Uma beleza de Brunello! Uma grata surpresa. Embora possa ser guardado, já está na hora de beber. Ah, ele apresenta bastante borra. Decante para que ele respire e também para se livrar dela.
Eu levei um Churchill's Estates Douro 2011. Bem, já fazia um tempo que queria experimentar os vinhos de mesa deste famoso produtor de vinhos do porto. Ele é feito com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Tem cor bem escura e aromas bem florais e meio à fruta madura (ameixa e amoras), fumo, especiarias e uns toques herbáceos. Em boca é denso e frutado, e as especiarias estão lá. Para implicar: Um pouquinho mais de acidez faria bem. Não é daqueles para se beber muitas taças. É perfeitamente apreciável agora, mas pode ganhar bastante com adega. Vamos ver.... Tem bom valor lá fora (~17 doletas) pela sua qualidade. Mesmo aqui, seu valor não é alto. Só para ilustração, a WS lhe tascou 93 pontos. É claro que ficou atrás do Brunellão, mas também é bom.
E para finalizar, o JP abriu o Tormentas Serena Pinot Noir 2013, do Marco Danielle. O vinho é feito com uvas de Nova Pádua, cultivadas em altitude de 750 m. A produção é pequena, de apenas 673 garrafas. A fermentação é feita com leveduras da própria uva. É um vinho com aromas de cereja e framboesa, em meio a toques terrosos, de canela e noz moscada. Em boca é leve, repete o nariz e é bem equilibrado. Muito gostoso! Já está pronto, mas pode ser guardado.
Isso aí!