Eu já manifestei aqui minha opinião sobre as salvaguardas. Em resumo, acho que os vinhos brasileiros não precisam delas. Por outro lado, continuo prestigiando os nossos vinhos, por gostar deles e por achar que têm qualidade. E nesse sábado, meu amigo Idinir, da Mercearia 3M, mostrou-me toda a linha da vinícola catarinense Villa Francioni, que agora faz parte de seu já vasto portfólio. Eu não resisti e saí de lá com uma garrafa do Rosé 2011 (aquele da bela garrafa...) e uma do Villa Francioni 2005, que abri já no almoço de sábado para acompanhar uma bela fraldinha na brasa. É um vinho da gama superior da vinícola, e logo ao abrir, olhando a rolha de 5 cm, e de primeira, já dava para notar o capricho com que é feito. O danado é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec, com maturação de 13 meses em barricas de carvalho francês. O álcool não ultrapassou bons 13,3%. É um vinho rico em aromas, que incluem cassis, cereja preta, café, tabaco, alcaçuz e um fundinho mentolado bem discreto. Com o tempo em taça foram surgindo mais especiarias, como cravo e canela (só para lembrar da Gabriela...). Em boca é bem seco, nada de geléiona, com ótima acidez e taninos corretíssimos. Ele me lembrou os ótimos Erasmo e Bad Boy, que inclusive, ficam na mesma faixa de preço (com um pequeno desvio...). É um vinho muito bom! Eu li uma frase no contra-rótulo que define bem uma característica sua: "Um vinho que parece não querer se despedir". É isso mesmo!
