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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Villa Francioni 2005: Esse não precisa de Salvaguardas!

Eu já manifestei aqui minha opinião sobre as salvaguardas. Em resumo, acho que os vinhos brasileiros não precisam delas. Por outro lado, continuo prestigiando os nossos vinhos, por gostar deles e por achar que têm qualidade. E nesse sábado, meu amigo Idinir, da Mercearia 3M, mostrou-me toda a linha  da vinícola catarinense Villa Francioni, que agora faz parte de seu já vasto portfólio. Eu não resisti e saí de lá com uma garrafa do Rosé 2011 (aquele da bela garrafa...) e uma do Villa Francioni 2005, que abri já no almoço de sábado para acompanhar uma bela fraldinha na brasa. É um vinho da gama superior da vinícola, e logo ao abrir, olhando a rolha de 5 cm, e de primeira, já dava para notar o capricho com que é feito. O danado é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec, com maturação de 13 meses em barricas de carvalho francês. O álcool não ultrapassou bons 13,3%. É um vinho rico em aromas, que incluem cassis, cereja preta, café, tabaco, alcaçuz e um fundinho mentolado bem discreto. Com o tempo em taça foram surgindo mais especiarias, como cravo e canela (só para lembrar da Gabriela...). Em boca é bem seco, nada de geléiona, com ótima acidez e taninos corretíssimos. Ele me lembrou os ótimos Erasmo e Bad Boy, que inclusive, ficam na mesma faixa de preço (com um pequeno desvio...). É um vinho muito bom! Eu li uma frase no contra-rótulo que define bem uma característica sua: "Um vinho que parece não querer se despedir". É isso mesmo!
Em São Carlos, toda a linha da Villa Francioni pode ser encontrada na Mercearia 3M.