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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Capatosta 2006, Trivento Golden Reserve 2008 e o Sauternes Doisy-Védrines 2006 - Noite boa na Confraria

Ontem vários confrades faltaram, mas recebemos a visita de um amigo que há tempos não dava as caras. O amigo Cláudio veio do Rio de Janeiro só para nos visitar. Uma bela surpresa! Quando ele chegou eu já havia aberto a garrafa do vinho que levei, o Capatosta 2006, um Morellino di Scanzano da vinícola Poggio Argentiera. Já havia bebido este vinho antes, no ano passado, quando ele ainda estava um pouco fechado (clique aqui). Naquela época, já tinha gostado muito dele, mas agora ele mostrou sua boa forma. Aromas de cereja madura se mostravam ao nariz, em meio a notas tostadas e de café. Em boca, uma delícia! Muito redondo, com ótimo corpo e acidez perfeita. Um ótimo vinho! Abriu bastante do ano passado para cá, e ganhou com tempo em taça.
O JP levou um Trivento Golden Reserve Malbec 2008. Nada a ver com os conhecidos Trivento linha básica. Este tem mais categoria. Um vinho no estilo mais leve, sem ser tão compotado nem com aquele exagero de ameixa ou notas florais acima do ponto. Ele é do estilo que gosto mais, que tem a ameixa mas mostra notas de figo. Em boca é de leve para meio corpo, levemente glicerinado, tostado e bastante agradável. Eu gostei dele. Ele ficou meio discreto em frente ao Capatosta, mas é bem correto.
E o amigo Rodrigo levou um ótimo Sauternes, o Chateau Doisy-Védrines 2006. O Chateau Doisy tem três vinhedos em Barsac: Daene, Védrines e Dubroca. Védrines é o maior deles, com cerca de 30 hectares, dos quais 70% correspondem a Semillon. São vinhos de bom preço quando comparados com outros vinhos de Sauternes e que oferecem muito prazer. Este Chateau Doisy-Védrines 2006 tem notas de limão e maçã, com presença de Botrytis e baunilha ao fundo. Em boca é muito redondo, agradável, sedoso, com doçura e acidez na medida certa. Muito gostoso mesmo! Valeu Rodrigo!
Tava boa a noite, sem dúvida!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Capatosta - Morellino di Scansano de Poggio Argentiera - Vale a pena!

Ontem tivemos uma degustação promovida pela Gran Reserva, no restaurante Ciao Bello. Nela experimentamos, além de ótima companhia e comida, vinhos da vinícola italiana Poggio Argentiera. A vinícola fica em Maremma, sul da Toscana. A região é conhecida pelos vinhos Morellino di Scansano. Morellino é o nome da Sangiovese na região. Acredita-se que o nome Morellino venha de Morello (marrom). Scansano é uma pequena comuna de origem medieval. Os vinhos Morellino di Scansano foram elevados a DOCG a partir da safra de 2007. O vinho que chamou bastante a atenção na noite foi o Morellino di Scansano Capatosta 2006. Vinho composto de 95% Sangiovese e 5% Alicante, de cor rubi violáceo intensa e aromas muito gostosos, típicos da Sangiovese (florais, cereja e chá). A madeira aparece bastante e até encobre um pouco a fruta, mas isso não incomoda nem um pouco. Talvez com uma boa decantação e alguns anos de garrafa a fruta surgirá com mais força. Mas o vinho já pode ser bebido agora sem o menor problema. O vinho tem um tostado gostoso, sem exagero, assim como notas suaves de baunilha e côco. É muito redondo e com taninos muito macios. Elegante mesmo! Merecedor dos "tre bicchieri" do Gambero Rosso. Vale a pena conferir.
Apreciamos ainda um branco bastante interessante, o Guazza 2006, feito com as uvas autóctones italianas Ansonica e Vermentino (80 e 20%, respectivamente). O vinho lembra na cor e também palador aqueles feitos com a uva Peverella (ou Malvásia de Vicenza), do brasileiro Era dos Ventos, já comentado aqui no blog. Só que mais claro, sem o toque apimentado e um pouco mais de suavidade. Notas de limão e pêssego, e um toque amendoado, aportado pelos 12 meses em barrica de carvalho francês. Um vinho com boa acidez, que lhe dá bom frescor. Diferente do Era dos Ventos, não aguenta muito na taça, e depois de um tempo se esvai. Mas é um bom vinho, com bom custo-benefício. A ser experimentado.
Outro vinho da noite foi o Principio 2007, feito com a uva Ciliegiolo. Italianos e Espanhóis brigam pela origem da uva, que era utilizada apenas em cortes. Este vinho é feito com ela apenas. No início seus aromas são um pouco agressivos para o meu gosto. Notas de amoras, flores, terrosos e anis. Com o tempo na taça melhora e fica mais redondo e combina muito bem com comida. É um vinho que pede decanter.
Bela noite no Ciao Bello!