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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Alto Las Gredas Gran Reserva Chardonnay 2009: Páreo para o Sol de Sol?

Ontem nos reunimos na casa do Carlão para beber uns brancos. O Carlão abriu um vinho feito pelo mesmo enólogo que produz o ótimo Sol de Sol, Felipe de Solminihac. O vinho em questão era um Alto Las Gredas Gran Reserva Chardonnay 2009, que é feito com uvas de um vinhedo de apenas 1,5 hectares, plantado em 2001, em Perquenco. Não consegui informações sobre tempo de passagem em barricas, o que deve ter acontecido, pelas características do vinho. Ao nariz, mostrava notas de pêra, abacaxi, manteiga e baunilha. Tudo bem equilibrado, sem exageros. Lembrou-me o Amélia. Em boca, repete fielmente o nariz e mostra boa acidez. É sedoso, com um toque até glicerinado. É um vinho de peso, que ocupa um lugar de destaque entre os Chardonnay chilenos. Sem dúvida, vai brigar pela ponta. Aliás, já está brigando. No Guia Descorchados 2011 ganhou 94 pontos e foi eleito o melhor Chardonnay chileno. Gostei dele, que é um vinho muito caprichado, mas confesso para os amigos que ainda prefiro o frescor do Sol de Sol. Mas esta é uma preferência pessoal. Este Alto Las Gredas pede comida e a meu ver iria bem com um peixe em molho cremoso, ou até mesmo, uma boa posta de bacalhau.
Em paralelo, bebemos um Era dos Ventos 2008, já comentado aqui algumas vezes aqui no blog. Levei para os amigos experimentarem, já que ainda não conheciam. Era minha última garrafa. O vinho, brasileiro artesanal feito com a uva Peverella, ainda mostrava aqueles aromas bem marcantes, lembrando carambola e damasco, em meio ao toque apimentado da Peverella. Em boca é que deixou um pouco a desejar. Lembro-me muito bem que repetia bastante o nariz, mas dessa vez, estava mais cansado. Depois de um tempo aberto começou a melhorar, mas já não era aquele vinho de uns anos atrás, infelizmente. Estragado não está, mas já perdeu pegada. Mas continua sendo um vinho diferenciado.
Isso aí!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Terça de Brancos na casa do Tom: Rutini Chardonnay, Era dos Ventos e Perenand-Vergelesses Champy 2002


Chegando em casa cansado, depois de aulas na tarde de terça, recebi um telefonema dos amigos Caio e João Paulo para falar que estavam na casa do amigo Tom e Rodrigo tomando uns brancos e apreciando camarões (gigantes, por sinal...) e outros frutos do mar com vinhos brancos. Cheguei um pouco tarde e perdi o primeiro vinho, um Mapu 2007, Chileno, magnum, de chardonnay e sauvignon blanc. Como não bebi, não posso comentar. Mas deve ser coisa boa, pois tem as mãos do Baron Philippe Rothschild. Dizem que é um vinho bem vivo. Cheguei em tempo de tomar uma taça do Rutini Chardonnay 2008. Bem, Rutini dispensa apresentação. Este vinho estava bem fresco, com boa acidez, e com aromas de abacaxi na medida. Muito bom vinho. Pena que era a última taça... Tomamos ainda uma garrafa do belo brasileiro Era dos Ventos 2008, já comentado aqui no blog (clique aqui). Pelas características próprias deste vinho, ficou meio perdido entre os outros. É um vinho particular e que eu gosto muito. Terminamos com um vinho que levei da Borgonha, um Pernand-Vergelesses 2002 da Maison Champy. Eu gostei muito do vinho. Prá começar, tomamos na temperatura certa (12-14 graus), pois não deu tempo de gelar. Isso permitiu que ele mostrasse todas as suas virtudes. O vinho tinha aromas já evoluidos, com notas de pera, leve abacaxi e côco, como destacado pelo Caio. Na boca, muito frescor e elegância. Uma delícia de vinho e que o amigo Tom adorou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Confraria - Crasto Superior 2007, Vallado 2007, Era dos Ventos 2008 e outros

Ontem na confraria fizemos um pequeno duelo entre dois bons portugueses: Vallado 2007 e o novo Crasto Superior 2007. Ambos estavam ótimos. O Vallado é um vinho clássico, com boa pegada, boa fruta, e mais aberto (ao contrário do Reserva que ainda precisa um tempinho...), mas acho que a madeira ainda aparece muito. Certamente um tempinho guardado em adega lhe fará bem. O Crasto Superior 2007 é um lançamento e chegou para ser bem aceito. A vinho é muito equilibrado e a fruta (amora bem madura) aparece com muito sabor. O nariz é excelente, com notas florais em meio à fruta, e na boca o vinho surpreende. É levemente adocicado e próprio para agradar os mais distintos públicos. É vinho que dá para tomar sozinho. Belo vinho levado pelo Paolao! Vale conferir.
Tomamos ainda o esperado branco Era dos Ventos 2008, que adquiri da Confraria Carioca. O vinho é feito por uma parceria entre o Zanini (Vallontano), Álvaro Escher (ex-Cave Ouvidor) e Pedro Hermeto (Restaurante Aprazível, RJ). O Álvaro era o produtor do famoso Insólito, vinho que agradou muito, inclusive levando Ed Motta a destacá-lo como melhor branco brasileiro. E realmente é um grande vinho, que me agradou bastante. Vinho de garagem. Diferente de tudo que se conhece, a começar pela linda cor dourada. O nariz é muito vivo, também diferente. Lembra damasco, como acertado pelo amigo Tom, pimenta (típico da uva - aliás, daí o nome Peverella) e ferrugem. Na boca também é excelente, com muita harmonia. É vinho de meditação e motivo de orgulho para os fabricantes. O Paolao, o Caio e eu fomos os que mais gostamos do vinho. Os outros colegas, principalmente o Fernandinho, parecem ter estranhado um pouco. Acho que se tomarem pela segunda vez vão mudar de opinião. O próprio Álvaro me disse que o Insólito era 8 ou 80, não há meio termo. Concordo e o mesmo vale para o parecido Era dos Ventos.
Tomamos ainda um honesto Clos Torribas 2006 e um La Escondida Shiraz 2008 (bem frutado, sem aparecer muito a madeira - lembrou shiraz antigos).