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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Quinta do Ameal 2007, Cava Cristalino Brut, Zuccardi Série A Syrah 2010, Rutini Cabernet-Malbec 2009, Chateau Ste Michelle Merlot 2007 e Vallado Touriga Nacional 2009

Essa postagem estava meio esquecida... Bem, mas sempre é tempo. Vamos lá. Foi uma reunião da confraria com a presença de todos os confrades. 
Quando eu cheguei o Paolão já tinha aberto o vinho que levou, um Quinta do Ameal 2007, branco do Minho feito com a casta Loureiro. O vinho estagiou 6 meses em barricas de carvalho. Ao nariz mostrava notas florais, mamão e mel. Em boca mostrava cansaço, carência de acidez, e já estava descendo a ladeira. Infelizmente, pois tudo indicava que há 2-3 anos devia estar muito bom. Mas agora, já foi... Até deu prá beber, mas não entusiasmou. Sorry, Paolão!
Eu levei um Cava Cristalino Brut, de Jaume Serra, que estava há um tempo estocado em casa. Esse Cava é sempre elogiado pela sua boa relação preço/qualidade. E não decepcionou. As primeiras garrafas que bebi da mesma compra estavam mais cítricas. Esta estava mais sóbria, com as notas de maçãs envoltas em notas de panificação e amêndoas. Um vinho muito bom pelo seu preço. É feito com aquele trio manjado de uvas: Macabeo, Parellada e Xarel-lo. Vale a pena experimentar. E se não gostar, não vai perder muito (está ~34 Reais na Buywine). Mas duvido que não goste.
O amigo Rodrigo levou um Zuccardi Série A Syrah 2010. No começo, fiquei meio desconfiado... Syrah argentino, vai pintar muita fruta madura, geléia, no pedaço. Mas não! O vinho, que teve apenas parte (30%) maturada em barricas de carvalho, mostrava frescor. Notas de amoras e florais se mesclavam a notas apimentadas, de chocolate e minerais. Em boca, repetia o nariz, mostrava ótima acidez, taninos corretos e mineralidade. Do jeito que eu gosto! Nada de Syrazão doce enjoativo. Experimente! Acho que custa 65 pilas na Ravin. Vale a pena. Os vinhos da Série A de Zuccardi são muito justos.
O Caião levou um que não me apeteceu. Apesar de eu gostar dos argentinos feitos pela tradicional Rutini, este Rutini Cabernet-Malbec 2009 estava muito doce. A fruta madura e o dulçor já se mostravam ao nariz. Tinha notas de ameixa, alcaçuz doce e violetas. Em boca é bem redondo, mas doce. Vinho para ser amado por neófitos. Portanto, tem seu público. Custa o mesmo preço do Zuccardi, que não lhe dá chances. Sorry, Caião...rs.
O Tonzinho levou o que considerei o segundo da noite. O vinho era o americano Chateau Ste Michelle Merlot 2007. O vinho é feito com uvas do vinhedo Canoe Ridge Estate, plantado às margens do Rio Columbia, na AVA Horse Heaven Hills, Washington. Na verdade, o vinho tem 10% de Cabernet Sauvignon. A maturação é feita em barricas de carvalho francês (65% novas). Ao nariz mostra fruta madura, com notas de cranberry, cassis e mirtilo, envoltas em notas de alcaçuz e leve tostado. Em boca é amplo, maduro (mas sem ser enjoativo) e com taninos levemente terrosos. É um vinho intenso e elegante. Muito bom, mesmo! Com o custo Brasil e tudo mais, pode ser encontrado por menos de 100 pilas. Pegue um Merlot chileno na mesma faixa e faça a comparação. Aposto na densidade e elegância do americano.
Bem, e para finalizar, o vinho levado pelo JP, um Quinta do Vallado Touriga Nacional 2009. Já comentei sobre esse vinho aqui no blog (clique aqui) e nem vou gastar muitas linhas com ele, que é um vinhão! Notas gostosas de amoras maduras, chocolate, especiarias e o perfume da Touriga Nacional em um vinho amplo e com muita presença. O vinho da noite, claro. Satisfação garantida, sempre.
Isso aí, pessoal! Noite da surpresa do Ste Michelle e certeza do Vallado.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Dois Vallados Touriga Nacional e um Italiano com alma francesa na casa do Carlão - 3 ótimos vinhos!

Nessa última semana os amigos Carlão e Akira me convidaram para apreciar belos vinhos na casa do primeiro. E todos estavam ótimos! Um deles era o Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006. Vinho de um produtor que gosto muito, e que já é figurinha carimbada entre nossa turma. Já comentei aqui sobre o    2007. Este 2006 eu ainda não havia apreciado. É diferente de todos os outros. Menos frutado, mais herbáceo e com um fundinho de chocolate amargo. Vinho mais austero, para paladares menos adeptos da fruta. Gostei bastante do danado, mas confesso que prefiro o seu irmão mais jovem, servido paralelamente, o Quinta do Vallado Touriga Nacional 2009. Apesar de jovem, este me mostrou mais riqueza que o primeiro. O nariz era muito rico, com notas de amora, chocolate, tostado e a típica violeta, com um fundinho abaunilhado.  Em boca, os taninos ainda estão presentes, mas o vinho é perfeitamente apreciável, sem problemas. Um vinhão! Com longos anos pela frente. 
Esses dois vinhos apreciados são conhecidamente de grande qualidade, mas para mim, a grande surpresa foi outro vinho ofertado pelo amigo Akira, o italiano Campo Madonna Montresor Cabernet Sauvignon 2008. Um vinho do Vêneto, de um produtor que produz Amarones. Eu duvido que alguém acertasse se tratar de um Cabernet Sauvignon. O vinho estava mais para um mini-Chateauneuf, daqueles mais tradicionais, por incrível que pareça (inclusive a garrafa!). Inicialmente, mostrava ao nariz notas de estábulo e musgo, leves, sem exageros. Com o tempo, estas notas foram ficando mais sutis e abrindo as portas para notas de cereja, framboesa e toques especiados (cravo e noz-moscada). Em boca era muito gostoso, de leve para médio corpo e muito agradável. Ótimo custo benefício, sem dúvida! A conferir! 
Três belos vinhos! Valeu Carlão e Akira!
PP (pós-postagem): Vejam nova postagem sobre o Vallado Touriga Nacional 2006 aqui.