A família Perrin é pioneira em cultivo orgânico desde 1950 e biodinâmico desde 1974. A consciência em manter o equilíbrio da natureza vem de décadas. Por outro lado, ressaltam que a Grenache não deve dominar seus Chateauneufs, que devem trazer o equilíbrio de todas as 13 uvas permitidas pela denominação. Com isso, buscam um vinho potente, estruturado, mas elegante e fresco. As 13 castas são vinificadas separadamente para depois formarem o blend. Dentre elas, a Grenache e Cinsault dão calor, cor e volume ao vinho; Além de paladar peculiar, a Mourvédre, Syrah, Muscardin e Vaccarese dão estrutura e capacidade de envelhecimento; Counoise e Picpoul dão corpo, frescor e aromas particulares; e assim vai... Neste Chateau de Beaucastel 2007 as proporções foram Cinsault 5%, Grenache 30%, Mourvèdre 30%, Vaccarèse, Terret noir, Muscardin,
Clairette, Picpoul, Picardan, Bourboulenc, Roussanne: 15%, Counoise 10% e Syrah 10%. A maturação é por um ano em foudres de carvalho. É também preocupação dos produtores que a madeira não predomine. O vinho é extremamente aromático, principalmente depois de um tempo de decanter. Tem notas florais em meio a amoras, coulis de framboesa, figo, alcaçuz e baunilha. Depois de um tempo surgiram notas de tabaco, café e chocolate. Parece muito, né? Exagero? Não! O vinho vai se transformando. É um camaleão! Característica de grandes vinhos. Em boca, apesar de intenso, mostrava grande frescor, taninos finíssimos e um final especiado interminável. Uma maravilha! Esse é grande, mesmo. Só por referência, a Wine Spectator também achou, lhe outorgando 96 pontinhos.
Foi oferta do Carlão em seu aniversário, ainda em 2014. Valeu!
