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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Barbaresco Elvio Cogno Bordini 2010: Dê-lhe tempo

O Caio nos brindou com um vinho cujo irmão de 2008 já apareceu por aqui. Era um vinho de uma vinícola piemontesa que gosto muito, a Azienda Agricola Elvio Cogno. O Barbaresco Bordini 2010, levado pelo Caião, mostrava grandes qualidades. Tinha notas florais, de morango, tabaco e folhas secas. Em boca tinha um estilo leve, com ótima acidez, mas claro, ainda tânico pela idade. Achei um desperdício bebê-lo agora, e sem ao menos decantar. É um ótimo vinho, mas precisa de tempo. O 2008 está bem melhor agora, e mesmo assim, precisa de decanter. Se tiver um desses, experimente daqui a uns 2 anos e não deixe de decantar. E é claro, ele pede comida.

Complementando: Este vinho é importado pela Vinos y Vinos, que sempre faz umas promoções legais dele.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pio Cesare Barbaresco Il Bricco 2007: Uau!!! Vinhobão!

A vinícola Pio Cesare, localizada no centro de Alba, foi fundada em 1881 e tem produzido grandes vinhos por cinco gerações. Ou seja, aqui não tem aventura, é tradição e qualidade na veia. E a qualidade de seus vinhos já é notada desde seus vinhos mais simples (que de simples, não têm nada...rs). Mas o auge é atingido pelo seu Barolo Ornato e pelo Barbaresco Il Bricco. Aí, o negócio pega! E o Caião nos ofertou uma garrafa de um grandioso Barbaresco Pio Cesare Il Bricco 2007. Sei, tá novo, né? E daí? Fico é rolando no chão de felicidade! Que bom que o Caião abriu logo esse danado!!! E olha, o vinho não é brincadeira. Cachorro grande! As uvas, colhidas bem maduras, vêm do vinhedo Il Bricco, da comuna de Treiso. Só é produzido nas melhores safras (como essa de 2007). Setenta por cento dele passa 30 meses em barricas bordalesas novas, e os restantes 30% em botti (2.000 litros) de carvalho. As garrafas permanecem em adega por meses antes de sairem ao mercado. Ao nariz é uma explosão de frutas: cerejas, framboesas, groselha e ameixa em meio a notas florais, defumadas, cravo, baunilha e alcaçuz. Em boca, intensidade a toda prova. Uma explosão! Mostrava uma acidez vibrante, sensacional.  Os taninos estava presentes, claro, mas eram de uma sedosidade impressionante.
O final era interminável. Eu fiquei babando e não me cansava de elogiar o vinho. E ficava imaginando como estaria depois de alguns anos. Uau! Mas aquela garrafa, já foi! E eu fico é feliz, pois tive a oportunidade de apreciar um vinhaço, de primeiríssima! E quem sabe daqui a alguns anos eu tenha o prazer de ser agraciado com outra dessas, de preferência, por oferta de um grande amigo. Essa, o amigo Caião já fez a vez! Gracias, Caião! Vinho grandioso!