Mostrando postagens com marcador Val de Flores 2006. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Val de Flores 2006. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Apaltagua Signature 2010, Pétalos de Bierzo 2008 e Val de Flores 2006: Boa noite na confraria!

Na reunião da confraria de ontem, quinta-feira, matamos bons vinhos.
Eu levei um Apaltagua Signature 2010. Havia lido no blog de meu amigo Luiz Cola uma postagem sobre um painel de Cabernet Sauvignon do Maipo, feito pela revista inglesa Decanter, no qual esse vinho tinha figurado com o outstanding, ou seja, grande destaque, com 18.5 pontos em 20 (95+ pontos na escala até 100) entre 66 vinhos avaliados. Só para alimentar a discussão, Almaviva 2009, Don Melchor 2008 e outros famosos, ficaram bem atrás. Bem, mas deixando as polêmicas, a Viña Apaltagua iniciou suas atividades em 1995 e pratica a agricultura sustentável. O Signature é um vinho top de gama, feito com 100% Cabernet Sauvignon, e que tem como enólogo consultor o grande Alvaro Espinosa (o rei dos vinhos biodinâmicos no Chile). Depois da fermentação maloláctica o vinho matura por 12 meses em barricas de carvalho, sendo transferido para tanques de inox por 5 meses antes do engarrafamento. É um vinho que, embora tenha o pedigree chileno, não tem aquele exagero de pimentão tão comum nos Cabernets chilenos. A fruta reina, com notas de cereza, amora e cassis, em meio a toques de baunilha e chocolate. Em boca é muito equilibrado, sem excessos, com acidez correta e taninos macios. Foi muito bem com a comida. Todos gostamos muito dele. Mas importante: Decantei por 1h30 min e ainda ficou aberto bom tempo no Ciao Bello até que o pessoal chegasse. Ou seja, precisa respirar. E deve ganhar com um tempinho de adega. Se ele tem cacife para bater Almaviva, Casa Real, Carmen Gold Reserve, dentre outros, já não sei. Mas que é bom, é... E pelo preço que paguei, uma beleza! Mesmo no preço cheio, vale. Nota: O vinho foi gentilmente comprado lá no Sul por meu amigo Vitor, do Louco por Vinhos, que fez uma via sacra para comprá-lo e enviar para São Carlos. Valeu Vitor!
O segundo vinho foi levado por nosso confrade Paolão. Foi um Pétalos de Bierzo 2008. O vinho, biodinâmico, é feito com a uva Mencía (Jaen, em Portugal), pelo genial Álvaro Palácios. É um vinho sempre elogiado pela crítica. Esse 2008 apresentava notas florais, minerais, de amoras e azeitonas pretas (lembrava aquelas chilenonas de cor meio roxa, sei lá...rs). Em boca era mineral e tinha uma excelente acidez. Deixava um final de boca levemente herbáceo. Um vinho gastronômico por natureza. Muito bom! Para quem quer fugir do eixo Ribera del Duero e Rioja. 
E eis que chega nosso amigo Cássio, visita ilustre na confraria, trazendo um belo Val de Flores 2006. Esse é replay aqui no blog (clique aqui), mas replay muito bem-vindo...rs. Ainda mais, por que faz um ano que bebemos o último exemplar e nesse um ano que se passou, ele já abriu mais um pouco. É um Malbec com notas de figo, amora e ameixa, em meio a chocolate e leve alcaçuz. Em boca é amplo, untuoso, mas sem perder a elegância. A acidez compensa o dulçor da Malbec, que não se faz sentir de forma tão pujante como na grande maioria dos vinhos feitos com esta casta. Um grande vinho, de uma grande safra. Com 9 anos, parece um jovenzinho. Quem tiver um desses na adega, pode ficar tranquilo, pois aguenta ainda muito. Valeu, Cássio!
Bem, e o Caião disse que eu não poderia de mencionar o troféu Rabo Amarelo da noite, levado por nosso amigo Tom. O Tonzinho levou um Graffigna G Centenário Cabernet Sauvignon 2010 que deixou a desejar. Como o pessoal disse "até tinha um narizinho", mas em boca, era ralo. E não é porque tomamos vinhos mais potentes antes, é porque era bem leve mesmo. Faltou pegada.
Isso aí, pessoal! Para quem estava reclamando que eu estava demorando com as postagens, essa foi rápida, hein?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma tropa argentina e um Bad Boy!

Para acompanhar os assados do Tom, que vão além de um churrasco, só mesmo uma tropa argentina. E na semana passada seu assado foi acompanhado por belos e poderosos vinhos. E ainda teve um intruso francês no meio, um Bad Boy, literalmente. Mas vamos a lista de cachorros grandes.
O primeiro deles, levado pelo Caio, é sucesso certo. Mais um da linha Single Vineyards da Trapiche. Daqueles que são elaborados por enólogos selecionados pelo enólogo chefe da Trapiche, Daniel Pi. Já apreciei vários e comentei sobre 3 aqui no blog (1, 2, 3) Desta vez foi um Trapiche Viña Cristina y Bibiana Coletto 2006. Mais um belo vinho que mostra a riqueza desta série Single Vineyards. Pode comprar sem medo! O vinho é delicioso! Muito equilibrado, redondo, com notas de ameixa e figo, com toques de chocolate ao leite. De primeira! Um dos melhores da tarde.
O amigo Margarido também levou um dos grandes: Val de Flores 2006. Também já apreciamos este 2006 antes e comentei aqui no blog (clique aqui). É mais potente que o Trapiche, mas também é da linha rica em notas de figo, que eu tanto gosto. Ganha com tempo em taça, e muito. Muito intenso em boca, com taninos corretos e um final daqueles bem demorados. Outro vinhão! Mas é preciso decantá-lo. Se tiver paciência, guarde na adega por uns bons anos.
E no meio destes dois grandes, apresentei um Bad Boy 2006, francês elaborado pelo enólogo Jean Luc Thunevin, o mesmo responsável pelo grande Chateau Valandraud. Aliás, foi Robert Parker que inspirou o nome do vinho, chamando Thunevin certa vez de "Bad Boy". Um vinho feito com 95% Merlot e 5% Cabernet Sauvignon e que matura em barricas novas de carvalho francês. É muito equilibrado e gostei bastante dele. Obviamente, é mais leve que os dois primeiros, mas mostrando uma bela fruta e muita elegância. Acho que ele ficou meio perdido no meio de tanta garrafa mais potente, e se fosse bebido sozinho sem dúvida chamaria a atenção. Quero repetir este vinho logo. O vinho é importado pela Casa do Porto
E o JP levou um outro argentino de estirpe: Afincado Cabernet Sauvignon 2001. Este é a segunda vez que  o apreciamos (clique aqui). Um vinho de 11 anos e já no auge. Aromas de cereja e cassis reinavam em meio ao alcaçuz, caramelo e café. Em boca, taninos já perfeitamente domados pelo tempo, e levemente terrosos. Outro belíssimo vinho!
E aí o Tom começou a mostrar as armas. O primeiro vinho que ofereceu foi um Rutini Apartado 2003. Vinho top da Rutini, feito, nesta safra, com 50% Cabernet Sauvignon, 30% Malbec e 20% Syrah. Delicioso! Muito equilibrado, com ótima fruta e toques de café. Em boca, redondo, amplo e com final longo. Até hoje, não bebi um Rutini que não fosse bom*, e este não foi uma exceção, pois estava ótimo!
E não contente, o Tonzinho abriu um que eu estava muito curioso para apreciar: O Alta Vista Alto 2005. Vinho que tem sido muito elogiado pela crítica e que é elaborado com 75% Malbec e uma boa pitada de Cabernet Sauvignon (25%). E da tropa argentina, ele foi o comandante! Que potência! Totalmente diferente dos anteriores. Lembrava até aqueles Syrahs australianos parrudos. Um nariz riquíssimo, com muita fruta madura (amora, ameixa, cereja preta...), notas florais (violeta), grafite, alcaçuz e cacau. Em boca, uma explosão: Amplo, imenso, com final interminável. Um vinho poderoso, que poderia ter ficado na adega por muitos anos adicionais, mas não lhe demos esta chance, rsrs... Se for apreciá-lo, deixe o bichão respirar em decanter por umas duas horas para amansá-lo, pois é parrudo mesmo o danado. Desde o Renacer, das bodegas de igual nome, não me lembrava de ter tomado um argentino tão denso. Tem estrutura para aguentar tranquilo mais uma década de adega.
Bem, todos estes vinhões acompanharam com maestria a costela de Kobe e outras tantas iguarias feitas pelo Tom. Valeu Tonzinho!

*Nota: Recentemente bebi um mais básico que deixou a desejar...rs

sábado, 15 de outubro de 2011

Só grandes vinhos na última reunião da confraria!!! Mais uma de impressionar!

Nesta última reunião da Confraria do Ciao comemoramos o retorno de nossos confrades Paulão e Tom, que estavam viajando com suas famílias. A lista de vinhos foi de babar! Preparem-se...
Mineralidade!
O primeiro a ser descorchado foi o espanhol do Priorato Vall Llach Embruix 2005, levado por este que vos escreve. Eu gosto muito dos vinhos do Priorato, que têm muita personalidade, são concentrados e possuem bela mineralidade. Vall Llach é uma vinícola relativamente nova, criada em 1990. Seus primeiros vinhos foram lançados em 1998 e desde lá, têm acumulado prêmios e elogios da crítica especializada. São apenas 3 vinhos produzidos: Embruix, Idus e o top Vall Llach. O Embruix é feito com uvas de videiras mais jovens e têm uma crianza de 14 meses em barricas francesas levemente tostadas, de segundo e terceiro uso. O corte é 38% Garnacha, 26% Cariñena, 15% Cabernet Sauvignon, 15% Syrah e 6% Merlot. É um vinho muito rico, tanto em aromas quanto em boca. Muita fruta madura (ameixa, cassis e amora) mesclada a notas de chocolate, balsâmicas e de especiarias. Como todo bom Priorato, muita mineralidade! Um belo vinho, que mostrava-se áspero em boca no início, e que precisou de umas 2 horas para amaciar. Mas depois disso, perfeito! E fez uma pareceria maravilhosa com os embutidos ibéricos levados pelo Tom. O amigo Margarido disse ter adorado. Bem, eu sou suspeito, mas também gostei muito. Mas vou deixar a outra garrafa uns bons anos na adega descansando, assim como a de seu irmão maior, Vall Llach. Eles estão novos ainda. Os vinhos Vall Llach são importados pela Expand. Aliás, este exemplar eu adquiri em uma excelente promoção.
Elegância pura!
O Caio levou uma maravilha portuguesa, do Alenquer, o Quinta do Monte D'oiro Reserva 2006. É um vinho que já foi considerado por João Paulo Martins um dos melhores de Portugal. É feito com 95% Syrah e 5% Viogner, fermentadas juntas, ao estilo dos Côte Rotie. Aliás, a vinícola tem parceria com a Maison Chapoutier. Uma beleza de vinho, equilibrado ao extremo. Ao nariz, notas de amora madura, florais e chocolate. Em boca repetia o nariz, com muita finesse. Os taninos estavam redondos e o final longuíssimo. Vinho de primeiríssima! É importado pela Mistral.
Multicamadas!
O nosso amigo Paulão levou um argentino de Zuccardi, já comentado aqui no blog (clique aqui), o Zuccardi Zeta 2007. É um vinhaço! Aliás, o 2006 foi eleito o melhor em uma degustação às cegas somente com tops argentinos, recentemente conduzida por Marcelo Copello e Wines of Argentina. E olha que havia poderosos na peleja, como o Catena Adrianna 2003, Yacochuya 2006, Cobos Bramare Marchiori 2006 e outros. Aliás, todos estes já apreciados e comentados aqui no blog. Esta garrafa do Zeta já se abriu um pouco mais em relação à última que bebemos. O vinho é feito com 68% de Malbec, 18% Cabernet Sauvignon e 14% Tempranillo. É complexo, cheio de camadas. Notas de amora, ameixa, figo e balsâmicas. Em boca é muito amplo, denso e com final longo. Uma beleza de vinho! Perfeito para carne assada! É importado pela Ravin.
O denso!
O confrade Rodrigo levou um outro argentino top, o Val de Flores 2006. O do ano de 2005 já apreciamos por duas vezes e já foi comentado aqui no blog (clique aqui). Este, da bela safra de 2006, estava também delicioso. Aliás, me pareceu ainda melhor que o 2005. Notas de ameixa e figo se mesclavam a notas tostadas e de baunilha. Em boca mostrava potência mas também muita elegância. Os taninos estavam macios e sedosos. Uma delicia que teria muitos anos pela frente! Vou guardar uma garrafa que tenho para apreciar daqui a alguns anos.
A unanimidade!
O amigo Margarido, confrade "flutuante", nos brindou com um grande Lindaflor 2002. O Lindaflor é figura sempre presente na confraria, e já apreciamos algumas garrafas dele (2002 e 2003). Este, da espetacular safra de 2002 na Argentina, estava divino. Nove anos e ainda com muitos pela frente. É vinho potente, denso, mas muito elegante e de uma presença incrível. Notas clássicas de ameixa e figo, mescladas a um tostado gostoso e alcaçuz. Em boca, denso, amplo, aveludado e com final interminável. Uma maravilha de Malbec! A meu ver, sempre entre os melhores Malbecs argentinos.
A modernidade!
E o amigo Tom, retornando de viagem, levou um vinho embrulhado, para tentarmos acertar. O Caio chegou bem perto. Era o argentino Tikal Locura 2006, de Ernesto Catena. Este vinho, tempos atrás, provocou grande agito em um Tour Mistral. É um corte inusitado de Malbec (85%), Bonarda (10%) e Torrontés (5% - fermentada junto com a Malbec). Bem, a Malbec reina, mas a Bonarda dá o ar da graça com fruta compotada e toques florais. Notas densas, até doces, de ameixa, figo, tostado e café com leite. É um vinho potente, novo mundista típico, daqueles para serem mastigados. É equilibrado, muito gostoso e perfeito para acompanhar as belas carnes assadas pelo amigo Tom! Acredito que deve envelhecer muito bem.
"Hors-concurs"!
E o JP? Bem, não deixou por menos: sacou do coldre um estupendo Brunello de Montalcino Altesino 1995! Como comentei com o amigo Rodrigo, grandes Brunellos, de grandes produtores, e com mais de uma década, são "hors-concurs". Esse Altesino estava divino. Não há outra palavra. Denso, com notas de cereja e florais mescladas a notas de tabaco, couro, alcaçuz e terrosas. Em boca, uma explosão! Qualquer elogio é pouco. Que maravilha!!! Para tomar sentado, olhando para o infinito e agradecendo a vida.
A sedosidade!
E como o pessoal ainda não estava satisfeito, busquei na adega um Ribera del Duero dos grandes, um Arzuaga Reserva Especial 2001. Esta bodega, criada no início dos anos 90, é vizinha de nada menos que Vega Sicilia e Pingus. Precisa mais? O empreendimento tem ainda um hotel 5 estrelas com Spa. Seu enólogo, Jorge Monzón, trabalhou no Domaine de la Romanée Conti e Vega Sicilia, de onde foi para a Arzuaga Navarro. Este Reserva Especial é um vinho top da casa, abaixo apenas do Gran Reserva e do raro (e caro) Gran Arzuaga. O vinho é feito com Tempranillo e maturou 24 meses em barricas novas de carvalho frances. É um espetáculo! Ao nariz é riquíssimo, com notas de ameixa, cereja marrasquino, bala toffee, alcaçuz e canela. Em boca, repetia o nariz e tinha uma sedosidade incrível. Para mim, estupendo! Entre os grandes espanhóis.
A raridade!
Bem, e para finalizar, depois destas maravilhas todas que acompanharam as belas carnes assadas pelo Tom, apreciamos um Tokaji Disznoko 5 Puttonyos 1993 com Foie Gras levado pelo JP. Já comentei sobre este mesmo vinho aqui no blog (clique aqui). É um vinho particular, já  com seus 18 anos, com notas de côco deliciosas e perfeito para acompanhar o Foie Gras. Um néctar dos deuses!
Ufa! Chega! Só posso dizer uma coisa sobre esta noite: INESQUECÍVEL!

As feras reunidas!