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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CHEVERNY Le Vieux Clos 2010, GRANTOM Reserva 2001, CARTUXA Reserva 2007, QUIMERA 2009, DÉCIMA Tannat 2005 e um Torribinha ao final...

Há duas semanas, a noite estava quente, mas a turma não perdoou: Só eu levei um branquelo para refrescar. O restante do pessoal mandou ver nos tintões. 
Eu havia provado o Cheverny Le Vieux Clos 2010, do Domaine du Salvard, no Decanter Wine Show 2012 e gostado muito do seu frescor. Levei o danado e para acompanhar uma fatia de Cablanca, que fez par perfeito. O vinho é feito com 85% Sauvignon Blanc e 15% Chardonnay, e não passa por madeira. É rico em notas de lima, anis e minerais. Possui acidez vibrante e é muito fresco. Ótimo para acompanhar o Cablanca.
O amigo Paolão levou um português que eu não conhecia, nem de nome. É o Grantom 2001, da Real Companhia Velha. O vinho é um regional Trás-os-Montes, raro, dificil de encontrar, e feito com Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Touriga Franca. A maturação é feita por 18 meses em barricas de carvalho português. É um vinho exuberante ao nariz, rico em notas de ameixa, cassis e amora, em meio a baunilha, tabaco, chocolate e um tostado aparente ao fundo. Em boca é amplo, seco e com taninos presentes. A madeira faz-se sentir à boca. É um vinho grande, próprio para comida mais pesada e não é para todos os paladares. Valeu Paolão!
Seguimos então com um vinho levado pelo Caião, e que ficou ali no top da noite: O Cartuxa Reserva 2007. Já comentei aqui (e aqui) sobre este vinho e não precisarei gastar mais linhas com ele, que é um vinhaço e agrada sempre. Cartuxa Reserva é sempre certeza de sucesso! Isso aí, Caião!
O amigo Rodrigo levou um Quimera 2009, da grande vinícola argentina Achaval Ferrer. Este vinho já frequentou algumas vezes as reuniões da confraria, inclusive um 2003 já foi ofertado pelo próprio Rodrigo e um 2007 pelo amigo Paolão (clique aqui). O vinho, feito pelas mãos do talentoso Roberto Cipresso, é um corte de 31% Malbec de Medrano e Luján de Cuyo, 20% Merlot deTupungato, 27%  Cabernet Sauvignon de Medrano e Tupungato, 18% Cabernet Franc de Tupungato e 4% Petit Verdot. As videiras são de baixo rendimento (pouco mais de 1 kilo por planta) gerando 18 hectolitros por hectare. A maturação é feita em barricas de carvalho francês (40% novas e 60% de segundo uso). Os Quimeras são sempre ótimos vinhos, mas para mim, não para serem bebidos jovens. E nem sem decantar um bom tempo (como recomendado pelo produtor). Tomando-o jovem, rápido, e sem decantar, não lhe damos o tempo para mostrar todas as suas qualidades. Este 2009 mostrava riqueza aromática, com notas de amora, cereja, mirtilo, anis e café-com-leite. Em boca, potente, um pouco doce, e com taninos sedosos. Mas como citei acima, foi uma pena termos bebido jovem demais e sem decantar. Acabou não fazendo muito sucesso por isso. Mas daqui a uns 2-3 anos o danado se mostrará.
O JP levou um que já nos ofertou e que também já comentei aqui no blog (clique), o brasileiro Décima Gran Reserva Tannat 2005. É um ótimo vinho e que tem feito sucesso em eventos. Eu gosto dele. Acho que o JP deveria ter levado embrulhado para ouvir elogios da turma.
E para terminar, o Tonzinho levou um sempre justo Clos de Torribas Crianza 2008. Este vinho é para mim, um dos que oferecem mais pelo preço dentro de sua faixa. É baratinho e se você abrir em uma festinha, vai fazer sucesso. Também ótimo para o dia-a-dia.
Isso aí! A noite acabou!


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

E na noite do Barolão 97, ainda teve: Capellania 06, Décima Tannat 05, ViBO 07, FVLVIA 2011 e Moscatel de Setubal 99!

Capellania, Decima, ViBO, Barolo Carobric, Fulvia 2011 e? Cortei o Moscatel de Setubal 99???
E na noite que o amigo JP ofereceu a quatro felizardos um grandioso Barolo Carobric 1997 (clique aqui), ainda apreciamos outros grandes vinhos. Deixei a postagem em separado, pois o Barolão mereceu destaque. Mas os outros vinhos apreciados também eram de respeito.
A abertura da noite foi com um Capellania Reserva 2006, de Marques de Murrieta, levado por este que vos escreve. O branco é feito pela centenária vinícola Riojana, produtora do grande Castillo Ygay (clique aqui e aqui) e Dalmau. É produzido com Viura (100%) de vinhedos de mais de 50 anos plantados, do Pago Capellania, localizado na famosa Finca Ygay (Rioja Alta). As uvas são prensadas de maneira lenta e gentil em prensas de madeira do século XIX, as partes sólidas são separadas e o mosto fermentado em tanques de aço inox com temperatura controlada por 20-25 dias. A maturação é feita por 15 meses em barricas novas de carvalho francês. O vinho é rico tanto ao nariz quanto em boca. Mostra notas de frutas secas, amêndoas e leve baunilha. Em boca, repete o nariz e mostra acidez viva e um final longo. É um branco de personalidade, no estilo dos grandes Tondoñia, mas mais vivo que eles. Eu adorei o vinho! O produtor recomenda bebê-lo acompanhando peixes defumados ou pratos feito com pato. Deve ficar ótimo! Se quiser experimentar um branco carnudo, diferente dos corriqueiros, vá nesse. É muito bom! É importado pela World Wine.
Depois dele, passamos para um que o amigo Mário Mucheroni levou. Era um vinho que eu já havia apreciado na Mostra Internacional de Vinhos de Campinas (clique aqui). O Mário levou embrulhado e não foi fácil acertar a procedência do Décima Gran Reserva Tannat 2005. Talvez isso até mostre que ele carece um pouco da tipicidade da Tannat. No entanto, é um ótimo vinho. O vinho apresenta notas de fruta madura, café e chocolate. Os taninos denunciam a Tannat, mas menos que o normal. Um vinho muito correto e que mostra potencial.
Após o Décima, partimos para um vinho levado pelo amigo Carlão. Tratava-se do ViBO 2007, um vinho top, de tiragem especial, da vinícola chilena Viu Manent, em um projeto na Argentina. ViBO são as iniciais de Viu Bottini. Ele é feito com Malbec proveniente de dois vinhedos distintos do Vale do Uco, ambos de altitude acima de 1.000 m. A maturação foi feita por 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Ao nariz mostrava-se um clássico Malbec argentino, com notas de frutas compotadas (ameixa, cereja preta e amora), anis, leve violeta e especiarias. Em boca, repetia o nariz e mostrava taninos bem sedosos. No entanto, o vinho tende um pouquinho para o lado doce. Acho que deveria ter sido decantado por pelo menos uma horinha para revelar melhor suas características. Mas não deu tempo: Mandamos ver! O Carlão tem mais um guardado, que eu sei...rs.  Vamos ver no futuro...rs.
E seguindo a noite, passamos para o Barolão Carobric 1997, que já descrevi em postagem separada (clique aqui).
Como ainda sobrava fígado, o JP abriu um ótimo FVLVIA Garagem Pinot Noir 2011. Este já foi comentado aqui duas vezes, e sempre agrada (1 e 2). Não tem muito o que falar, é tiro certo. Evaporou rapidinho, o que é um termômetro para um bom vinho.
E depois, para finalizar e acompanhar a sobremesa, o JP abriu um Moscatel de Setubal 1999, da Bacalhoa. Olha, fica dificil descrever a complexidade desse vinho. Notas cítricas, de marmelada, doce de laranja-da-terra, uva passa, nozes e aí vai. Eu nunca havia provado um vinho de sobremesa com tantas nuanças. Li em algum lugar que esse vinho é uma verdadeira aula de degustação, por ser muito complexo. Todos ficamos impressionados com a riqueza do vinho. Se tiver a oportunidade, e achar um desta safra, não perca tempo, compre na hora, pois não se arrependerá. Um vinho grandioso! O deslumbre foi tanto que esqueci de tirar uma foto para mostrar a sua bela cor avermelhada. Um néctar! É um vinho muito barato pelo que oferece - Vale cada centavo e ainda merece troco! 
Noite de gala, JP! Na mesma noite ofertar, além da companhia, um Barolão 97, um FVLVIA e um Moscatel de Setubal 99, é demais! Gracias!