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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Dominique Laurent Mazis-Chambertin Grand Cru 1997: Grandioso!

Meus amigos André e Akira apareceram com um borgonha de responsa para mandarmos ver. E não era coisa pequena: Dominique Laurent Mazis-Chambertin Gran Cru 1997! Bem, eu poderia gastar umas boas linhas sobre Dominique Laurent, que é um négociant muito respeitado na Borgonha, mas prefiro remeter à uma postagem do Beto Gerosa, que descreve com muito mais propriedade as características do produtor, que figura entre os négociant tops (isso, tem négociant e négociant...). Para se ter uma idéia, até a Wine Spectator, que não costuma ser muito generosa com borgonhas (?), ou pelo menos o quanto deveria ser, lhe outorga sempre pontuações de respeito. O Mazis de 1995, por exemplo, faturou 98 pontos, e este de 1997 que bebemos, 96 e elogios rasgados. 
O Grand Cru Mazis-Chambertin é localizado dentro da comuna de Gevrey-Chambertin e conta com pouco mais de 8 hectares plantados, em sua maioria, com Pinot Noir (85%). Os restantes 15%, obviamente, são ocupados por videiras de Chardonnay. Seus vinhos são conhecidos pela opulência e é claro, elegância. E este Mazis-Chambertin 1997 não poderia estar diferente. O vinho exalava aromas de morangos silvestres e amoras, em meio a sous-bois, notas florais e muita (mesmo) especiaria. As notas de alcaçuz se alternavam com canela e noz-moscada. Eram impressionantes os aromas do vinho. Na primeira cafungada lembrei também de carne flambada. Parece esquisito, né? Mas foi a sensação que eu tive. Em boca era intenso, especiado, com bela acidez e taninos finíssimos. A madeira, como deve ser em um bom vinho, era coadjuvante e muito bem integrada. O final era interminável, terroso e levemente cítrico. Uma maravilha! Um vinho de 16 anos e em plena forma. Tudo que a Pinot Noir pode oferecer. Sem dúvida alguma um dos melhores borgonhas que eu bebi, ajudado pela perfeita maturação nesses anos em garrafa. E ele foi apreciado na presença de dois outros Pinot Noir do novo-mundo que, embora de muita qualidade, tomaram chineladas daquelas ardidas. Bem, ardido também é o preço do vinho, que é importado pela World Wine. A safra disponível é, no entanto, a 2006.
Valeu André e Akira!