JP, Fernandinho e eu fomos à casa de nosso amigo Paolão para bons papos, petiscos e ótimos vinhos. O primeiro deles, oferecido pelo JP, foi um (muito) jovem Chateauneuf du Pape Bosquet des Papes Cuvée Tradition 2011. O vinho é feito com 75% Grenache, 11% Syrah, 11% Mourvèdre e 3% de Vaccarèse, Counoise e Cinsault. Bem, o próprio produtor menciona que o vinho começa a atingir o seu melhor depois de 6-7 anos. E este, obviamente, com seus 3 aninhos, estava novíssimo. Um pecado, JP! Mas já que estava lá, tascamos o saca-rolhas e pronto. O vinho mostrava aromas de frutas silvestres, framboesas e amoras, em meio a especiarias, como alcaçuz e canela. Os aromas ficavam tímidos, como se quisessem dizer: "Ei, daqui a uns anos estaríamos maravilhosos"! rs. E em boca a mesma coisa: Timidez! Fechado e tânico, claro. Mas mesmo assim, deu para ver a sua grande qualidade e potencial. Vinho intenso e mineral. Um belo Chateauneuf, que em 2021 estaria ótimo!
O Paolão abriu um Salanques 2010, de Mas Doix, Priorato. O vinho é feito com Garnacha (65%), Cariñena (25%) e Syrah (10%). Só as videiras de Syrah são mais jovens. As outras têm mais de 80 anos. Todas, de rendimento baixíssimo (700 gramas de uva por planta). Este também estava novo, mas bem mais apreciável. Os aromas de cereja preta e ameixa se mesclavam a notas licorosas, de chocolate e minerais. Em boca mostrava ótima intensidade, fruta na medida certa, acidez correta e mineralidade. Mais uma confirmação de que vinhos do Priorato sempre são ponta firme. Muito bom! Sócios do Clube Wine, podem comprar que vale a pena.
E eu levei um Don Maximiano 2008, já comentado aqui no blog duas vezes. Por isso, só direi que estava ainda melhor que das outras vezes: sedoso e corretíssimo! Evaporou rapidinho da garrafa, claro...rs.
