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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vinho e Bacalhau

Esta semana farei homenagens em meu blog aquele que julgo o maior crítico de vinho de todos os tempos no Brasil: Saul Galvão! No próximo dia 09 completará um ano que o grande Saul faleceu, deixando muitas saudades aqueles que gostam de vinho.
Dentre muitas outras coisas, Saul me ensinou que bacalhau se come com vinho branco barricado ou no máximo, vinho tintos leves. Nada de vinhos encorpados que ficam brigando com o prato. Por sugestão sua aprecio bacalhau com o delicioso Conde de Valdemar fermentado em barricas, que é um vinho branco típico de Rioja, com muita personalidade. O vinho, elaborado com Viura, é seco, levemente oxidado, com madeira bastante presente, o que lhe aporta complexidade e peso. Quem ainda não experimentou a combinação tente, pois não se arrependerá.
No último sábado apreciei um bacalhau com um Bourgogne Chardonnay genérico da Maison Champy, ano 2004. Obviamente, o vinho não tem o peso nem a complexidade do Conde de Valdemar, mas os anos lhe deram a maturidade suficiente para acompanhar maravilhosamente o prato. A Maison Champy produz vinhos excelentes, sendo os seus vinhos de entrada uma excelente introdução aos vinhos da Borgonha. É só experimentar os Pinots e Chardonnays de entrada para ver o quão caro pagamos por vinhos similares (e muito abaixo em qualidade) da Argentina e Chile.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Domingo na casa do Paulão - Bacalhoada e vinho bão: Pujanza, Champy e Quinta Nossa Senhora do Carmo Reserva

Neste domingo o querido casal Paulo e Regina nos brindaram com um maravilhoso almoço. As entradas, com queijos e embutidos foram acompanhadas com um Espanhol de Rioja, o Pujanza 2005, que levei, e o Português Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Reserva 2007, do Douro, levado pelo amigo João Paulo.
 O Pujanza 2005 estava muito bom, mineral, com notas de cereja, tabaco e ervas. É um vinho harmonioso, elegante e austero, mas que mantem o frescor. O Quinta Nova Reserva 2007 fez juz a grande safra. É um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Amarela. A Touriga Nacional dá o tom no vinho, que também apresenta notas de baunilha deixadas pela barrica. Chegando em casa me lembrei de seus aromas, pois o Manacá da Serra de meu quintal está intensamente florido, e a Touriga Nacional exala o perfume de flores do tipo e violetas. Um grande vinho e que tem longa vida pela frente. Para o prato principal, uma bacalhoada feita com esmero utilizando o legítimo Gadus morhua (bacalhau do Atlântico) em pedaços generosos, o amigo Paulo reservou uma magnum de Pinot Noir da Maison Champy. É o vinho de entrada do produtor, mas muito acima de outros borgonhas similares. Para mim, por serem leves, os Pinot Noir acompanham muito bem uma bacalhoada, que podem também também ser acompanhadas por brancos barricados, mais encorpados, como o Conde de Valdemar fermentado em Barricas. Bem, de sobremesa tivemos um bolo trufado de chocolate branco e preto, com uma bola de sorvete de café crocante, tudo isso acompanhado com uma taça de Porto Poças 10 anos. Ou seja, tudo uma delicia! A propósito, o Pujanza pode ser encontrado na Mercovino, Ribeirão Preto (http://www.mercovino.com.br/ ) e na Gran Reserva, São Carlos (3374 2028); o Quinta Nova na Vínea (http://www.vinea.com.br/ ), o Pinot da Champy na Vinci (http://www.vincivinhos.com.br/ ) e o Poças na Grand Cru (http://www.grandcru.com.br/ ).