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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Terra d'Uro 2011: Toro, é Toro!
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Terra d'Uro 2011: Vinho produzido pela Hacienda Terra d'Uro, vinícola que é um projeto de Oscar Garrote, Pipa Ortega e o português Cristiano Van Zeller, craque de primeiro time. O vinho é feito com uvas do vinhedo Finca La Coscojosa, que é de baixa produção e possui mais de 90 anos de idade. Tempranillo (Tinta de Toro) 100% com maturação por 20 meses em barris de 500 litros de carvalho francês. Vinho com notas florais e aromas de cereja preta, casca de laranja, algum herbáceo e baunilha. Em boca é denso, mostra ótima acidez, toque licoroso e final longo e especiado. Os taninos são firmes e em camadas. Vinho perfumado, aromático, intenso, delicioso! Ao ser aberto é um pouco temperamental, mas em pouco tempo mostra a que veio, ou seja, alegrar o feliz bebedor! Recomendo uma horinha de decanter. Comprei em uma ótima promoção da Wine, e peguei algumas garrafas na confiança, pois já havia lido boas recomendações sobre ele. A Wine Spectator, por exemplo, lhe tascou merecidos 93 pontos e muitos elogios. Infelizmente, não tem mais no site da Wine. Acho que apenas seus irmãos Finca La Rana e Selección (que também devem ser bons). Tomara que volte a ser disponível, pois é muito bom o danado! Mais um belo vinho de uma região que muito me agrada.
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sábado, 10 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Na cozinha do Tom: Giramonte 2006, Quinta Vale D. Maria 2006, Calcu Futa Cabernet Sauvignon 2009, Monte dos Cabaços Reserva 2010, Sophenia Synthesis Malbec 2014, Cadus Blend of Vineyards 2012, Pelter Cabernet Shiraz 2015 e Churchill's Estates 2011!
O Tonzinho reabriu a cozinha e fez aqueles seus famosos assados para acompanhar os vinhos levados pela turma. Além disso, abriu a sessão com aquele que foi (disparado) o melhor da noite: Giramonte 2006! Este grande vinho já pintou aqui no blog duas vezes (clique aqui) e não preciso gastar muitas linhas com ele (embora seja merecedor). Depois dele, mostro os outros vinhos da noite, na ordem de minha preferência.
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| Cadus Blend of Vineyards 2012: Levado pelo JP. Aliás, é a segunda vez que leva este vinho (clique aqui). Portanto, não preciso comentar. No entanto, achei a outra garrafa melhor que esta, que estava muito doce para o meu gosto. Fiquei na primeira taça. |
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| Churchill's Estates 2011: Levado por este que vos escreve, pela segunda vez. Na outra (clique aqui), achei bom, mas extraído e um pouco enjoativo. Agora piorou. Não justifica os 93 pontos da Wine Spectator. Fim da fila para ele. |
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| A turma reunida. |
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Errazuriz Max Reserva Merlot 2013: Confiável!
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Marques de Riscal Reserva 2013: Sempre Riscal!
Falar do Marques de Riscal é chover no molhado. O vinho é sempre confiável e nunca faz feio em uma mesa, mesmo frente a vinhos mais caros. Falam dos vinhos para comprar de caixas, e este é um deles. Este Marques de Riscal Reserva 2013 não foge à regra e mostrou mais uma vez a qualidade deste vinho. Aliás, está até melhor que alguns de safras anteriores. Ele mostra boa fruta ao nariz, com notas de cereja e ameixa, em meio a notas cítricas, tostadas, baunilha e outras especiarias. Em boca é bem macio, sedoso, com boa acidez e taninos já redondos pela pouca idade. O tempo deve suavizar a baunilha e agregar complexidade ao danado. Beba uma garrafa agora deste 2013 e guarde algumas para ir apreciando a cada ano. Gostei dele.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Faustino I Gran Reserva 1994: Ainda muito bom!
Meu amigo Paolão sempre me liga quando abre um vinho de categoria. Diz que precisa dividir a felicidade com um amigo. Bela atitude! E quando isso acontece, eu, que não sou bobo nem nada, saio correndo para a casa dele para ver do que se trata. E desta vez era um Faustino I Gran Reserva 1994. As Bodegas Faustino se gabam de serem os primeiros exportadores de grandes reservas de Rioja e de produzirem alguns dos riojanos mais consumidos no mundo. Dizem que o Faustino I é o Gran Reserva mais vendido do mundo, correspondendo a 40% das vendas dos vinhos em sua categoria. São mais de 150 anos de história desta bodega localizada na Rioja Alavesa. Este Faustino I Gran Reserva 1994 foi feito com 85% Tempranillo, 10% Graciano e 5% Mazuelo, com maturação por 28 meses em barricas de carvalho francês e americano. A cor do vinho ainda é granada escura, brilhante, embora já possa ser notado halo de evolução. Os aromas são elegantes, com notas de cereja, canela, tabaco, couro e notas terrosas. Em boca mostrou-se muito sedoso, elegante, sem arestas. A acidez ainda lhe garante frescor, mas acho que este 1994 alcançou o máximo de sua longa vida. No entanto, ainda há no mercado exemplares de 1964 e 1970, que dizem estarem ainda muito bons. Os taninos deste 1994 estão devidamente arredondados e o final é longo e com toques de tabaco e canela. Delicioso o vinho! Tomamos acompanhado de algumas lascas de jámon e queijo, mas ele iria bem com carne de cordeiro. Continue me chamando para outras dessas, Paolão!!! Ah, vale citar que a bonita garrafa jateada é um caso à parte.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Perez Cruz Cabernet Sauvignon Reserva 2015: 95 pontos, Decanter?
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| Perez Cruz Cabernet Sauvignon Reserva 2015: A revista Decanter de vez em quando (parece que agora, de vez em sempre...) está atribuindo notas exageradas para alguns vinhos mais simples. É o caso deste Perez Cruz CS 2015, que recebeu medalha de Platina e 95 pontos, com a designação de Best Value. Esta última, até não discuto, pois o vinho tem mesmo bom preço (ou tinha, quando paguei pouco mais de 50 pilas* - Já subiram! Efeito Decanter). E ele também tem boa qualidade. É um Cabernet Sauvignon típico chileno, com as notas de cassis e pimentão, em meio a menta, baunilha e outras especiarias. Também é bom em boca, com boa acidez, bom final e taninos já redondos. Bem correto e agradável o vinho, e isso, não questiono. Mas me pergunto: Se ele ganhou 95 pontos, quanto ganharia seu irmão maior, Pircas de Líguai, que, para mim, é bem superior? A propósito, a benevolente Wine Advocate lhe atribuiu 90 pontos, assim como o Guia Descorchados. Boa diferença, não? *Nota: Vi que está com preço similar ao que paguei na Bacco's e Viavini. Vale experimentar. |
Riglos Gran Corte 2014: Novo, mas com futuro!
Eu gosto dos vinhos da vinícola argentina Riglos. Tempos atrás bebemos o Riglos Gran Corte 2009 e ele fez sucesso. Ele tinha a Malbec como uva majoritária em meio a 25% de Cabernet Sauvignon e uma pitada de Cabernet Franc. Este Riglos Gran Corte 2014 tem um corte que me agrada bem mais: Quantidades praticamente iguais de Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Para mim, isso dá mais nervo e complexidade para o vinho, que tem o dulçor da Malbec equilibrado pelas Cabernets. A produção é pequena, apenas 7105 garrafas e o vinho matura 21 meses em barricas novas de carvalho francês. O vinho tem aromas de amoras, cacau, café e notas minerais. Em boca ainda está nervoso. Tem boa estrutura, mostra boa acidez e taninos firmes, ainda por arredondar. O final é longo e mineral. Ele precisa de tempo. Se for beber agora, demanda 1-2 horas de decanter. Eu beberia depois de 2020. Bordeaux-like.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Colares Adega Viúva Gomes Reserva 1965: Uma experiência única!
O meu amigo Akira me disse, há algum tempo, que havia me trazido um vinho de Portugal de presente. E que era algo especial... Ao receber o presente, não tive dúvida, saca-rolhas nele imediatamente! Era um português Colares Adega Viúva Gomes 1965! Eu tinha muita curiosidade para conhecer este vinho tradicional de Portugal.
A região demarcada de Colares é caracterizada pela exposição a ventos, nevoeiros matinais e solos arenosos com vinhas em pé-franco. As suas vinhas resistiram ao ataque da filoxera, pelo solo arenoso e pela profundidade de suas raízes, que chegam a mais de 8 metros. A região foi demarcada em 1908, sendo a segunda mais antiga de Portugal. Ela se localiza numa zona de dunas, no litoral de Sintra, entre a serra e o oceano Atlântico. A área cultivada antigamente era bem maior, mas atualmente, parece que apenas 25 hectares são cultivados. As castas principais da região são a Ramisco para os tintos e Malvasia, para os brancos. A característica comum, para tintos e brancos, é a longevidade! São vinhos amigos do tempo! A casta Ramisco é conhecida pela grande acidez natural, o que deve contribuir para a longevidade de seus vinhos. A Adega Viúva Gomes produz vinhos em Colares desde 1808 (ver foto da sede, abaixo). Este Colares Adega Viúva Gomes Reserva 1965, segundo o site da vinícola, foi feito com 95% Ramisco (não sei o restante). Fiquei com medo ao abrir, pois a rolha estava escura e um pouco frouxa. Mas o vinho, estava perfeito! A cor pode ser vista em foto que coloco abaixo. Forte para um vinho desta idade. Ao nariz, lembrava castanha portuguesa cozida, em meio a notas terrosas, frutas secas e notas amadeiradas. Em boca repetia o nariz e mostrava muita maciez, com uma textura levemente licorosa. A fruta já dava lugar a outras características, mas ainda sobrava um fundinho de cereja em licor, ou algo assim. É um vinho senhorío, muito elegante! Dizem que os mais novos também têm características parecidas. Quero beber um dia para comparar. O fato é que o vinho é uma experiência única, pela idade e pelas características peculiares. Eu gostei muito! Obrigado, Akira!
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| Nesta foto dá para ver a safra do danado, próximo ao gargalo... Este ano é bom!!!! |
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| E para quem esperava um vinho clarinho, ou cor de tijolo pelos mais de 50 anos, se enganou. A cor é incrível para um vinho desta idade. |
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Matando as saudades: Santa Helena Selección Del Directorio 2013
Champagne Vollereaux Brut Rosé de Saignée: Seco e fresco!
Geralmente os Champagne Rosé são feitos por blending com vinho tinto da Pinot Noir com um vinho branco. Isso dá mais controle e reprodutibilidade da cor. Por outro lado, alguns Champagne Rosé são feitos pelo método da sangria ("Saignée"), no qual a uva é macerada com a casca para extração de cor e compostos que agregam complexidade ao vinho. Este método é mais delicado e menos reprodutivo, pois o enólogo tem que observar muito bem o momento de fazer a sangria. No entanto, costuma gerar vinhos de bela cor e ótima complexidade. É o caso deste Champagne Vollereaux Brut Rosé de Saignée, que comprei a um ótimo preço na Chez France tempos atrás. O vinho tem uma bela cor, lembrando suco de groselha, límpida, e borbulhas finas e constantes. Os aromas são de morango, toranja, panificação e minerais. Em boca mostra complexidade e grande frescor, com final seco e mineral. Apesar de poder ser bebido solo, é um Champagne mais apropriado para acompanhar comida, e o fez muito bem. Gostei muito, ainda mais, considerando a relação custo/qualidade. Aliás, o preferi ao seu irmão branco. Espero que volte a ser disponível na Chez France logo. Recomendo!
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Covela Reserva tinto 2012: Muito bom!
A Quinta da Covela, ainda que centenária, renasceu apenas recentemente, após 2011. A Quinta pratica agricultura biológica e as fotos da propriedade são muito bonitas! Este Covela Reserva tinto 2012 é feito com Touriga Nacional cortada com Cabernet Sauvignon e Merlot. A maturação ocorre por 17 meses em barricas de carvalho francês. O vinho é complexo ao nariz, com notas florais, de amoras, cassis, cedro e especiarias. Em boca é mineral e intenso mas com ótima acidez, que lhe aporta frescor e vivacidade. Tem um lado picante bem interessante. Os taninos são firmes e o final longo e amadeirado. O vinho é classudo, com muita presença. Ia deixar este 2012 mais tempo na adega, mas notei um certo vazamento na cápsula e fiquei com medo. Mas quando abri o vinho, a rolha estava perfeita. Vai saber... O fato é que aguentaria ainda uns bons anos. Para beber agora é bom decantar. Ótimo vinho! Aliás, é o segundo que bebo da vinícola. O outro foi um branco, que ainda não descrevi aqui. Mas que estava muito bom também. Os vinhos Covela são importados pela Winebrands.
domingo, 28 de janeiro de 2018
Champagne Dom Perignon Vintage 2006, Chateau Montelena Chardonnay 2012, Chanson Pere e Fils Gevrey-Chambertin 2007 e um Cruz Porto Vintage 1989 para arrematar!
Ao visitar o casal Glaucius e Cláudia, nesse último sábado, fomos recebidos em grande estilo pelos amigos. O Champagne que nos foi ofertado é merecedor de uma postagem individual, mas o colocarei abrindo de forma magistral uma noite de belos vinhos e ótimo papo!
Champagne Dom Perignon Vintage 2006! Este dispensa comentários, mas obviamente, devo tecer alguns para descrever esta beleza. O vinho, de safra excelente em Champagne, é feito com proporções iguais de Chardonnay e Pinot Noir. A maturação é por 9 anos. Sua cor é muito bonita, amarelo claro, levemente esverdeado. As borbulhas são finas e constantes. Ao nariz, notas de maçã e pêra, em meio a frutas secas, cítricos, brioche (não exagerado) e um fundinho de mel e mineral. Não há excesso de nada! Não tem exagero de levedura e tostado. Em boca, repete o nariz e é vibrante, com acidez lhe aportando muito frescor. Champagne com muita clareza e finesse. É sedoso sem ser amanteigado. O final é longo e mineral. Uma maravilha! A cada momento pede, ou melhor, implora, outra taça... Só por curiosidade, teve 97 do James Suckling, 96 do Mr. Parker e 95 da Wine Spectator... Top!
Eu levei uma boa dupla para apreciarmos. O primeiro era um Chateau Montelena Chardonnay 2012, que já apareceu aqui no blog 3 anos atrás (clique aqui). Portanto, não preciso descreve-lo. No entanto, devo ressaltar que está melhorando a cada ano, ganhando ainda mais equilibrio e mostrando sua capacidade de guarda. Ele está ainda novo, vibrante, com longos anos de vida pela frente.
O segundo era um Chanson Pere e Fils Gevrey-Chambertin 2007. Este também fez bonito! A Maison é tradicional, fundada em 1750, e foi adquirida em 1999 pela Champagne Bollinger. O enólogo chefe é o renomado Jean-Pierre Confuron. O vinho tem cor bonita, rubi brilhante, e aromas de cereja preta, sous bois, terrosos e especiarias (canela e alcaçuz). Em boca, ótima acidez e taninos muito finos. Sedoso e com muita presença. O final era longo, mineral e especiado. Borgonha delicioso, com 11 anos nas costas, ótimo agora e que poderia ter sido guardado por mais uns anos. Vinhão!
E para fechar a noite o amigo Glaucius serviu um belo Cruz Porto Vintage 1989. Vinho já com quase 30 anos, mostrou o que o tempo pode fazer com um vintage. Cor ainda escura e aromas de ameixas secas, chocolate, frutas secas e alcaçuz. Não tem aquele toque vegetal, herbáceo e bastante cacau comum a vintage jovens (bem, isso é o que eu noto). Em boca, muito macio, um pouco mais doce que o habitual e com notas de frutas secas. Lembrava até um Tawny. Muito gostoso! Fechou a noite com classe!
Obrigado Glaucius e Cláudia, pela recepção e ótimas horas!
sábado, 13 de janeiro de 2018
Tempo de Bota-Fora: Estou cansado de fazer papel de bobo!
Todo ano é a mesma coisa. Chega janeiro e nossos emails (e tudo mais) são carregados de mensagens sobre promoções de vinhos. Tem aquelas do pessoal que aumenta o preço e dá um desconto em cima e as que mais me irritam: As listas monstruosas que estão cheias de vinhos que você nunca consegue comprar. Você liga ou escreve, encomenda seus vinhos e depois de muita insistência recebe a notícia do vendedor de que não tem 95% dos vinhos pedidos, que eram poucos, de outras lojas, que já foram vendidos etc. Aí, tentam nos socar outros rótulos, e se você bobear, compra um monte que não queria, em vez daqueles que desejava. Tem uns vinhos que aparecem todo ano na lista, e nunca são encontrados. São iscas apenas, para outros tantos. Um pé no sapato! Estou cheio disso! Resolvi que não compro mais! Pegarei meu suado dinheirinho e com o valor que gastaria em muitos vinhos de promoções, vou comprar poucas garrafas de vinho bão, e pronto!
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